Receita Federal desmantela esquema bilionário com Grupo Refit e alvos políticos!
Receita Federal deflagra operação “Poço de Lobato” contra Grupo Refit e alvos políticos, com suspeita de fraude fiscal de R$ 26 bilhões. Investigação inclui Jonathas Assunção e Cristiano Beraldo
Operação Poço de Lobato: Investigação Contra Grupo Refit e Alvos Políticos
Uma operação complexa, denominada Poço de Lobato, foi deflagrada na quinta-feira, 27 de novembro de 2025, com o objetivo de investigar um esquema de fraude fiscal estimado em R$ 26 bilhões. A ação, coordenada pela Receita Federal, envolveu mais de 600 agentes públicos e atingiu o Grupo Refit, conhecido como um “devedor contumaz” pelas secretarias de Fazenda estaduais.
O esquema envolvia a utilização de empresas de fachada para evitar o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Alvos Políticos e Envolvimento de Figuras Públicas
A operação também levou à investigação de figuras políticas, incluindo Jonathas Assunção, número 2 do senador do PP-PI, e Cristiano Beraldo, comentarista da Jovem Pan. Assunção atuava como executivo das relações institucionais do grupo liderado por Ricardo Magro, também investigado.
Beraldo, por sua vez, estava envolvido com a Jovem Pan e o Movimento Brasil Livre. A Receita Federal identificou que o Grupo Refit utilizava empresas offshore, incluindo a Cascais Bay LLC e a Oceana KB Real Estate LLC, gerenciadas, em parte, pela mulher de Magro, Alessandra Engel Magro.
O Grupo Refit e a Recuperação Judicial
O Grupo Refit, que está em recuperação judicial, acumulava dívidas bilionárias devido à falta de pagamento do ICMS. A operação Poço de Lobato se insere em um PLP que tramita no Congresso, visando punir empresas que acumulam dívidas superiores a R$ 15 milhões sem justificativa.
Além disso, o Fisco ganha o poder de suspender o CNPJ de empresas consideradas “contumazes” e paralisar suas atividades. Empresas classificadas como contumazes também são proibidas de solicitar recuperação judicial, participar de licitações públicas ou receber benefícios fiscais.
A Extensão da Operação e as Medidas Tomadas
A operação Poço de Lobato envolveu ações em cinco estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Maranhão – além do Distrito Federal. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo determinou o bloqueio de mais de R$ 10 bilhões contra os integrantes do grupo econômico.
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Durante as investigações, a Sefaz/SP identificou que empresas ligadas ao Grupo Refit se colocavam como interpostas para evitar o pagamento do ICMS, utilizando estruturas societárias e financeiras em camadas, incluindo offshores e fundos de investimento.
A Receita Federal considerou a estrutura utilizada como “sofisticada” para lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial.
Reações e Próximos Passos
Cristiano Beraldo, que vive nos Estados Unidos, declarou ter sido “surpreendido com a notícia” de que estava entre os investigados, afirmando ter um histórico profissional de mais de 25 anos e todas as suas atividades sempre foram e continuam sendo lícitas.
A Jovem Pan e o Grupo Refit não se manifestaram até o momento. A operação Poço de Lobato representa um marco na investigação de fraudes fiscais e pode ter implicações significativas para os envolvidos.