Raízen (RAIZ55) aprova aumento de capital de até R$ 39,8 bi e libera preferência a acionistas

A Raízen (RAIZ55) aprovou na sexta-feira (6) um aumento de capital privado que pode chegar a R$ 39,8 bilhões. A operação é a peça central do plano de recuperação extrajudicial da companhia.
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Pela proposta, a empresa poderá emitir até 159,18 bilhões de novas ações, a R$ 0,25 por papel, ou R$ 0,50 por unit. O valor mínimo da captação é de R$ 3,5 bilhões, e a subscrição pode ser feita com dinheiro, com a capitalização de créditos de credores sujeitos ao plano ou pelo exercício do direito de preferência dos atuais acionistas.
Shell e Aguassanta aparecem como principais aportadores
A Shell Brazil Holding, ou suas afiliadas, deverá aportar até R$ 3,5 bilhões na operação. Já a Aguassanta Participações pode colocar até R$ 500 milhões, desde que decida aderir ao aumento. Os demais acionistas também têm preferência para subscrever as novas ações.
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Os recursos vão para o capital de giro e para a redução do endividamento financeiro da companhia e de suas controladas. A divisão depende da participação da Aguassanta. Com a adesão, até R$ 5 bilhões seguem para o capital de giro; sem ela, o teto cai para R$ 4,5 bilhões. Acima desses valores, 70% vão para pagamento ou amortização de dívidas, e os 30% restantes reforçam o caixa operacional.
Prazo para exercer a preferência começa em 9 de novembro
O direito de preferência poderá ser exercido entre 9 de novembro e 8 de dezembro. Têm direito à subscrição os acionistas que estiverem com papéis da companhia ao fim do pregão da sexta-feira (6).
A partir de segunda-feira (9), as ações passam a ser negociadas sem esse direito.
Raízen cria units, ADSs e nova emissão de debêntures
O Conselho de Administração também aprovou um programa de units, em que cada certificado reúne uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A. A companhia prevê períodos de conversão para que os detentores desses papéis possam trocá-los e viabilizar a formação das units.
O primeiro período ainda será divulgado.
Na mesma reunião, foi aprovado um programa de American Depositary Shares (ADSs) de nível I, com o Citibank como banco depositário, para representar as units no mercado norte-americano. Essas iniciativas, assim como o aumento de capital, dependem da execução do plano de recuperação extrajudicial.
Por fim, o conselho autorizou a quinta emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, com garantia real e fidejussória adicional, divididas em duas séries. Os títulos serão integralizados por credores sujeitos ao plano.
Editoria:
Redação Economia
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