Quase 80 países exigem na ONU reabertura de Ormuz e condenam Irã e Houthis

Quase 80 países condenam Irã e Houthis na ONU e exigem reabertura urgente do Estreito de Ormuz para garantir segurança energética global.

24/09/2026 19:51

3 min

Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz
Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz

Um grupo de cerca de 80 países pressionou, nesta quinta – feira (24), pela reabertura urgente do Estreito de Ormuz. Em uma declaração conjunta lida nas Nações Unidas, as nações condenaram o Irã e os Houthis, aliados do regime iraniano, por ataques na região que, segundo elas, perturbam o comércio internacional e a segurança energética global.

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A declaração foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani. O documento é assinado por Estados árabes do Golfo e grandes potências ocidentais, que veem uma escalada de tensões na região com impacto direto no fluxo de petróleo e mercadorias.

Condenação ao Irã e aos Houthis

O texto lido na ONU afirma que “as ações do Irã no Estreito de Ormuz continuam a ameaçar a segurança internacional e os direitos e liberdades de navegação”. O estreito é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.

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Os países signatários também condenaram “veementemente a decisão dos Houthis de retomar o conflito no Iêmen” e classificaram como “imprudentes” as ações do grupo no Mar Vermelho. A declaração alerta que o avanço dos Houthis em direção a áreas estratégicas aumenta os riscos para a navegação internacional, a segurança marítima e o comércio global.

Tanto o Irã quanto os Houthis apresentam suas ações como medidas de defesa. O governo iraniano alega que as operações no estreito são uma resposta a sanções e ameaças ocidentais, enquanto os rebeldes iemenitas afirmam agir em solidariedade a grupos palestinos.

Impacto no comércio global e na segurança energética

A pressão diplomática ocorre em um momento de fragilidade nos mercados de energia. Qualquer interrupção no Estreito de Ormuz pode disparar os preços do petróleo e do gás natural, afetando economias em todo o mundo. A declaração conjunta deixa claro que a comunidade internacional não tolera bloqueios que coloquem em risco o abastecimento energético.

Os ataques no Mar Vermelho, por sua vez, já vinham preocupando potências marítimas. Navios cargueiros e petroleiros tiveram que desviar rotas, aumentando custos e prazos de entrega. A retomada do conflito no Iêmen pelos Houthis, segundo os diplomatas, só agrava esse cenário.

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A reunião na ONU foi o palco escolhido para a leitura do documento, que busca dar peso político à exigência de reabertura imediata do estreito. Os países signatários esperam que a pressão conjunta force o Irã e os Houthis a recuarem, evitando uma crise de maiores proporções no Oriente Médio.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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