Quaest: 51% concordam com Lula que Flávio Bolsonaro apoiou o tarifaço dos EUA

Pesquisa Genial/Quaest mostra que 30% acreditam mais na versão do senador; 49% veem as tarifas como retaliação ao Pix.

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O senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Do...
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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) aponta que a maioria dos brasileiros concorda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, sobre a responsabilidade pelo tarifaço dos Estados Unidos.

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Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados concordam mais com Lula, que acusa Flávio de ter apoiado as tarifas para prejudicar o governo federal. Outros 30% acreditam mais na versão do senador, que nega e afirma ter pedido a Trump que não taxasse o Brasil.

A origem do conflito comercial

As tarifas de 25% sobre produtos brasileiros resultam de uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. No comunicado da medida, o governo americano alegou que “atos, políticas e práticas irracionais do Brasil prejudicaram o comércio dos EUA”.

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Entre as justificativas citadas estão o Pix, decisões judiciais brasileiras sobre plataformas digitais, a fiscalização ambiental, a propriedade intelectual, o mercado de etanol e o combate à corrupção.

Pix no centro da disputa

A pesquisa também perguntou sobre o motivo das tarifas: 49% concordam mais com Lula, para quem as sobretaxas são uma retaliação dos Estados Unidos ao Pix; cerca de um terço (33%) se alinha a Flávio.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em entrevistas domiciliares feitas de 10 a 13 de julho, antes de o governo Trump confirmar a tarifa de 25%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Reação oficial

Após o anúncio americano, o Planalto divulgou nota classificando a medida como um “marco lastimável” nas relações com Washington. O comunicado afirma que “não há justificativa para medidas unilaterais” contra o Brasil e informa que o país pretende recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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