PT apoia Veneziano e João Azevêdo ao Senado na Paraíba, em revés para Hugo Motta
PT apoia dois nomes para o Senado na Paraíba
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou na terça-feira, 12 de maio, o apoio do partido às pré-candidaturas de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e João Azevêdo (PSB) às duas vagas do Senado em disputa na Paraíba.
Essa decisão marca o fim da busca por um candidato próprio do PT para a disputa pelo governo estadual, representando um revés para o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), que via no apoio do presidente Lula a seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), um caminho para a vitória.
Negociação e prioridades
A tentativa de Motta em obter o apoio do presidente Lula, inclusive utilizando a agenda do Congresso para pressionar, não obteve sucesso. Paralelamente, o PT decidiu apoiar Lucas Ribeiro (PP), ex-vice-governador, que assumiu o governo após a saída de João Azevêdo (PSB) para disputar o Senado.
Essa escolha reflete a busca do partido por ampliar sua representatividade no Legislativo estadual.
O cientista político José Artigas, em entrevista ao programa É de Manhã da Rádio Brasil de Fato, analisou a tática petista, destacando uma aliança consolidada na Paraíba em torno do governador João Azevedo. “A prioridade neste momento é ampliar a participação no Legislativo”, afirmou Artigas, ressaltando que o PT, com apenas um deputado federal, espera uma candidatura competitiva, liderada pelo ex-governador Ricardo Coutinho.
Contexto eleitoral e estratégias
Veneziano Vital Rêgo, senador e integrante da ala governista do MDB, tem um histórico de apoio ao Palácio do Planalto. A preocupação do PT é consolidar sua posição nos dois maiores colégios eleitorais do estado, visando garantir uma vitória confortável para Lula.
Artigas apontou que, em 2018, Bolsonaro venceu em Campina Grande e João Pessoa por uma margem estreita, mas perdeu em praticamente todos os outros municípios do estado.
Ele também ressaltou que, na última eleição, Lula obteve uma vitória expressiva em todo o estado, mas com uma margem pequena nas capitais, onde a concentração de eleitores bolsonaristas é maior.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.