Quem pode assumir a Fazenda de Lula: Haddad, Alckmin, Mercadante e Durigan estão na conta
O próximo ministro da Fazenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve sair do grupo que participou de uma reunião com economistas na quinta-feira (5). Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, auxiliares de Lula avaliam que o nome será tirado da chamada “lista dos 11”, grupo convocado para discutir medidas econômicas.
Entre os presentes estavam o ex-ministro Fernando Haddad (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o economista Luciano Coutinho. Na prática, a escolha pode recair sobre alguém que já esteve no governo ou que circula há tempos no entorno do Planalto.
Haddad segue forte, e Alckmin não está descartado
Haddad aparece como um nome forte para voltar à pasta que comandou até o começo do ano. Isabel Mega explica que ainda é difícil realocá-lo em outro posto da Esplanada dos Ministérios.
Alckmin também entra na conta. Logo após o primeiro turno das eleições, circulou a informação de que ele seria cotado para o Ministério da Fazenda. Seu perfil de centro-direita é visto como um sinal positivo pelo mercado.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e Dario Durigan, atual titular da Fazenda, também estão na lista. Bruno Moretti, ministro do Planejamento, foi citado no contexto das próximas medidas econômicas.
Fonteles fica de fora e Galípolo não participa
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, chamou atenção por não ter estado na reunião. Ele foi apontado como braço direito de Lula durante a campanha e é cotado para a Fazenda. Dentro do PT, porém, há resistência a tirá-lo do governo estadual, cargo para o qual foi reeleito com votação expressiva.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, chegou a ser cogitado para o encontro, mas ficou de fora por causa do período de silêncio da instituição, em razão da reunião do Copom.
Reunião foi diagnóstica e medidas ficam com Durigan e Moretti
De acordo com a apuração, o encontro teve caráter diagnóstico. A ideia foi mapear a situação econômica e discutir como agir sem interferir em políticas sociais, como o programa Bolsa Família.
As medidas concretas serão preparadas por Dario Durigan e Bruno Moretti, que devem entregá-las a Lula depois que ele voltar da Turquia e das Filipinas.
A avaliação nos bastidores é que Lula não está com pressa para anunciar a equipe econômica. Isso contrasta com outras gestões do PT, quando acenos ao mercado financeiro deixaram em segundo plano o eleitorado que elegeu o presidente. A pasta da Fazenda é vista como uma das mais desafiadoras do próximo governo, por causa da necessidade de ajuste fiscal e dos compromissos sociais assumidos na campanha.
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