Proposta de Redução da Jornada de Trabalho Levanta Apreensões no Comércio e Serviços

Proposta de Redução da Jornada de Trabalho Gera Preocupações
A proposta de redução da jornada de trabalho, que avança na Câmara dos Deputados, tem gerado apreensão no setor de comércio e serviços. De acordo com a Fecomercio de São Paulo, essa medida pode aumentar os custos operacionais, dificultar contratações e impactar as contas públicas.
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O projeto, que segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), sugere uma alteração na escala de trabalho de 6×1 para 4×3, além de reduzir a carga horária de 44 para 36 horas semanais, com um período de transição.
Críticas à Proposta
José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações de Trabalho da Fecomercio SP, critica a abordagem proposta para a diminuição da jornada. “No mundo inteiro, com exceção de poucos países, a redução da jornada é feita através da negociação”, afirma.
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Ele ressalta que esse método já é aplicado no Brasil, resultando em uma jornada média atual de 38,4 horas semanais.
Impactos Econômicos e Sociais
Pastore alerta sobre os possíveis efeitos caso a proposta seja aprovada. “Haverá um impacto social desastroso no Brasil, pois os trabalhadores pagarão mais caro por todos os produtos que consomem, como tarifas de ônibus e medicamentos. As empresas repassarão esses custos para os preços”, explica.
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Ele argumenta que cada setor possui suas particularidades e que uma regra única não atenderia às necessidades específicas de diferentes atividades. “O que serve para a agricultura não serve para a siderurgia, e o que serve para a siderurgia não serve para o supermercado”, exemplifica.
Consequências e Compensações
O especialista também destaca que a redução do crescimento econômico seria uma consequência provável. “Reduzindo o crescimento, reduz o emprego, reduz a arrecadação, reduz os negócios, reduz tudo”, alerta, acrescentando que entre os trabalhadores, “os mais vulneráveis serão os mais prejudicados”.
Em relação à possibilidade de compensações financeiras para as empresas, como redução de impostos ou isenção da folha de pagamento, Pastore é enfático: “De jeito nenhum, isso é errado. Você vai colocar um erro em cima de outro erro”.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



