Lula critica Trump ao encerrar viagem à Europa e acirra tensões diplomáticas com os EUA

Lula encerra visita à Europa com críticas afiadas a Trump, destacando tensões nas relações Brasil-EUA. O que mais ele revelou? Clique e descubra!

21/04/2026 21:51

3 min

Lula critica Trump ao encerrar viagem à Europa e acirra tensões diplomáticas com os EUA
(Imagem de reprodução da internet).

Presidente Lula encerra viagem à Europa com críticas a Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu nesta terça-feira (21) sua visita a três países europeus, reafirmando publicamente as divergências com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este momento ocorre em meio a um novo desgaste nas relações diplomáticas entre Brasília e Washington.

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Durante sua agenda internacional, Lula adotou um tom crítico em relação a Trump, reiterando que não é aceitável que o mundo se submeta a decisões unilaterais de um líder que pode iniciar conflitos, impor tarifas comerciais ou adotar sanções através de anúncios em redes sociais.

Nesta terça-feira, Lula utilizou a ironia para expressar sua posição. “O que a gente vê todo santo dia são declarações, que eu não sei se são brincadeira ou não, o presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz.

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Então, é importante que a gente dê logo o Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, declarou o presidente brasileiro.

Desgaste nas relações e novos atritos

Apesar de uma tentativa de reaproximação no final do ano passado, a situação no Oriente Médio redirecionou as prioridades da Casa Branca, dificultando o diálogo entre os dois presidentes. A esperada reunião na Casa Branca não se concretizou, e novos atritos surgiram nas últimas semanas.

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Um dos principais pontos de tensão envolve o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que é considerado foragido no Brasil e aguarda nos Estados Unidos a análise de um pedido de asilo.

Após ser detido, Ramagem foi liberado sem pagamento de fiança. O governo americano insinuou que o Brasil estaria tentando contornar pedidos formais de extradição, caracterizando a situação como uma “caça às bruxas”. O texto também solicitou a expulsão de um agente da Polícia Federal que teria auxiliado na detenção de Ramagem, que foi condenado no mesmo processo relacionado à tentativa de golpe atribuída a Jair Bolsonaro e seu círculo próximo.

Reações do governo brasileiro e preocupações comerciais

Embora o governo brasileiro esteja se preparando para substituir o oficial que é alvo da oposição e dos americanos, a situação pegou Brasília de surpresa, já que ele trabalha nos Estados Unidos desde 2023. A animosidade gerou desconforto no Planalto, que vê isso como uma ingerência política.

O Brasil sempre ressalta o princípio da reciprocidade, e a possível expulsão de oficiais americanos foi deixada em aberto por Lula. As autoridades brasileiras aguardam explicações formais e defendem cautela antes de qualquer retaliação.

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, enfatizou a necessidade de cautela, afirmando: “O Brasil sempre tem a lógica da reciprocidade, mas acho que a gente deve aguardar”. Outro ponto sensível que preocupa o Brasil é o avanço de investigações sobre supostas práticas comerciais inadequadas.

Entre os alvos estão o sistema do Pix e decisões do Supremo relacionadas a big techs. A gestão Lula teme que essas investigações sejam usadas para impor tarifas, o que poderia impactar os preços no Brasil e gerar descontentamento nos setores agropecuários e industriais, afetando a imagem de Lula em um ano eleitoral.

Ao mesmo tempo, manter uma boa relação com Trump pode ajudar a neutralizar discursos bolsonaristas. Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na corrida presidencial, tenta se posicionar como um “Bolsonaro moderado” em busca do eleitorado de centro, mas enfrenta um cenário delicado.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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