Professores da UnB discutem greve contra mudança no pagamento da URP

O governo quer elevar de 60% para 100% a absorção da gratificação.

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Foto: Reprodução
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Docentes incluem indicativo de greve na pauta da assembleia

A assembleia da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) marcada para quinta-feira (14) tinha como tema central a possibilidade de greve. A decisão foi tomada pelos docentes após o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) apresentar uma proposta que pode alterar significativamente os vencimentos dos professores da instituição.

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O ponto central da preocupação é a intenção do governo federal de aumentar a absorção da Unidade de Remuneração Plana (URP) de 60% para 100%. A URP é uma gratificação já incorporada aos contracheques dos professores desde 1987 e representa uma parcela importante da remuneração dos docentes.

A medida, se implementada, pode gerar impactos diretos nos salários dos professores.

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A diretoria da ADUnB expressou preocupação com a possível cobrança retroativa referente ao período iniciado em março de 2025, além de defender o fortalecimento da mobilização da categoria nas próximas semanas. A estratégia inclui reuniões setoriais, encontros com professores aposentados e dias de mobilização nos campi.

O diretor da ADUnB, Pedro Mandagará, ressaltou a importância de defender a URP, que representa 35 anos de luta e conquistas da categoria.

A situação ganhou novo contorno com uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que restringiu a aplicação de um acordo anterior, limitando a absorção da URP a 60%, apenas aos técnico-administrativos da UnB representados pelo Sindicato dos Técnico-Administrativos da UnB (Sintfub).

Essa decisão abriu caminho para que docentes e outras categorias também pudessem ter a absorção integral do acréscimo salarial, conforme defendido pelo governo federal. A reitora da UnB, Rozana Naves, manifestou apoio à mobilização e informou que a Reitoria solicitou ao MGI a reversão dos lançamentos realizados na folha de pagamento de abril, aguardando um posicionamento oficial.

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A programação de mobilização aprovada pela categoria inclui reuniões, encontros com aposentados e atos nos campi. A assembleia em que seria votado o indicativo de greve foi marcada para quinta-feira (14), às 15h30, no Auditório da ADUnB.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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