Produção de proteínas animais quadruplica em 60 anos, mas a distribuição segue desigual, diz FAO

Produção de proteínas aumenta, mas desigualdade persiste
A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) publicou um estudo que indica que a produção de proteínas quadruplicou nos últimos 60 anos, embora a distribuição de alimentos continue desigual. A pesquisa analisou dados sobre proteínas, leite e ovos entre 1961 e 2022, revelando que o maior crescimento ocorreu na produção de carne de aves, que aumentou cinco vezes, seguida pelo aumento de ovos e carne suína, que dobraram em volume.
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Entre as proteínas avaliadas, apenas uma se manteve estável ao longo das seis décadas.
Conforme o estudo, a produção de carne aumentou em 508%, passando de 71 milhões de toneladas para 361 milhões de toneladas. A produção de leite também cresceu de forma significativa, chegando a 930 milhões de toneladas, alta de 271%. Os ovos, por sua vez, tiveram um crescimento de 626% nas seis décadas, atingindo 94 milhões de toneladas em 2022.
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Desigualdade na distribuição de alimentos
O levantamento da FAO aponta uma discrepância entre a produção e o consumo de proteínas. Apesar de ser a líder na produção desses alimentos, a Ásia apresenta uma disponibilidade “relativamente baixa por pessoa”. Em contrapartida, a América do Norte, que não se destaca na produção, lidera a oferta per capita.
O estudo ressalta que, ao longo desses sessenta anos, o aumento na produção não resultou necessariamente em maior disponibilidade de alimentos.
O relatório da FAO também destaca que o desperdício de alimentos agrava as desigualdades. Segundo a organização, 14% dos alimentos de origem animal são desperdiçados, principalmente devido a fatores logísticos. Esses desafios são mais comuns em países de média e baixa renda, dificultando o consumo de proteínas de origem animal.
Comércio internacional e políticas alimentares
Outro fator que complica a distribuição em países em desenvolvimento é o comércio internacional. A pesquisa indica que o volume comercializado representa apenas 10% do consumo global. O estudo conclui que países de alta e média-alta renda priorizam a segurança alimentar, a qualidade e a regulamentação do marketing, enquanto países de baixa renda e de renda média-baixa focam no aumento da produção, na melhoria da disponibilidade e na redução de preços para aumentar a acessibilidade e a autossuficiência.
Os dados também revelam que carnes e laticínios com maior teor de gordura tendem a ser mais acessíveis e baratos em comparação com alternativas mais saudáveis.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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Redação Economia
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