3tentos: BTG vê alta de 138,5% e preço-alvo de R$ 26 para ação que estava em R$ 10,90

O BTG Pactual manteve a recomendação de compra para as ações da 3tentos (TTEN3) e segue vendo a companhia como a principal escolha do banco no setor de agronegócios. O preço-alvo fixado pela instituição é de R$ 26 para os próximos 12 meses. Na data de referência, 27 de outubro, a cotação estava em R$ 10,90, o que indica potencial de valorização de 138,5%, sem considerar dividendos.
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No relatório sobre o terceiro trimestre de 2026, o banco entende que a pressão sobre as margens industriais pode estar chegando ao fim. A alta nas cotações do farelo de soja e do biodiesel tende a beneficiar a rentabilidade do processamento de soja.
Para 2027, a expectativa é de normalização gradual dos resultados industriais.
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Etanol de milho deve puxar crescimento em 2027
O etanol de milho aparece como um dos motores de expansão da companhia. Para 2027, a instituição calcula lucro bruto de R$ 419 milhões nessa operação, com a planta trabalhando em média a 95% da capacidade e processando 930 mil toneladas de milho.
Outro ponto que pode melhorar os números é a logística. A joint venture com a Caramuru prevê investimentos conjuntos de R$ 400 milhões em infraestrutura no corredor de exportação do Arco Norte. Quando estiver plenamente operacional, a parceria pode gerar economia anual de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões para a 3tentos.
Esses ganhos, porém, ainda não entram nas estimativas do banco.
Lucro do segundo trimestre cai 86,3%
No segundo trimestre, o lucro líquido da empresa somou R$ 14,4 milhões, com recuo de 86,3% na comparação anual. Segundo o CEO, João Marcelo Dumoncel, o desempenho foi pressionado pelo biodiesel, pelo atraso na entrada em operação de novas capacidades industriais e por uma mudança no mix de receitas.
O segmento de grãos, de margens mais baixas, ganhou peso nesse conjunto.
Balanço do terceiro trimestre sai em 12 de novembro
O balanço da companhia será divulgado no dia 12 de novembro. Para o terceiro trimestre, o BTG projeta lucro líquido de R$ 155 milhões, queda de 24% na comparação anual. O banco espera recuo de 45% no volume negociado pelo segmento de grãos, depois de vendas excepcionalmente fortes de soja no primeiro semestre.
Apesar do curto prazo pressionado, o BTG considera atrativa a avaliação da companhia. As ações negociam a cerca de seis vezes o lucro estimado para 2027, e o banco projeta crescimento anual dos resultados superior a 20% até 2029.
Editoria:
Redação Economia
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