México retoma compra de frango brasileiro: 25 mil toneladas por mês e US$ 70 milhões em jogo

Com a regionalização, frigoríficos de todos os estados, menos Santa Catarina, voltam ao mercado mexicano.

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Ministério confirma caso de doença de Newcastle em granja de perus em SC | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Ministério confirma caso de doença de Newcastle em granja de per...
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O México regionalizou as restrições à importação de carne de frango brasileira e voltou a comprar de todos os estados, com exceção de Santa Catarina, onde foram identificados focos de doença de Newcastle. A informação foi confirmada ao CNN Agro na sexta-feira (30), a partir de fontes do setor exportador da proteína.

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Com a mudança, o bloqueio nacional que o México havia imposto após a confirmação da doença em aves comerciais catarinenses deixa de valer. Frigoríficos instalados nos demais estados voltam a ter acesso ao mercado mexicano.

Mercado mexicano volta a receber carne dos demais estados

Pelas estimativas do setor, o México compra algo em torno de 25 mil toneladas mensais de carne de frango brasileira. A receita é calculada em cerca de US$ 70 milhões por mês.

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A retomada para os demais estados traz alívio à indústria avícola, que vinha sofrendo restrições de diferentes parceiros comerciais após a confirmação do foco sanitário. O México era visto como um dos principais pontos de preocupação, já que a suspensão atingia todo o território brasileiro.

Quais países mantêm restrições e de que tipo

A lista separa os destinos em grupos, conforme o alcance da barreira. Marrocos, Malásia, Uruguai e Síria aplicam restrição nacional, e nesses casos não há aceitação de compartimentos reconhecidos pelo Brasil.

No grupo de restrição ao estado afetado estão México, Chile, Malásia, Paraguai, Peru, Rússia, Turquia e União Aduaneira Euroasiática. Chile, Paraguai e Peru aceitam compartimentos reconhecidos, desde que sigam as categorias indicadas. Já a Malásia impõe condições específicas para embarques vindos de estados não afetados.

Na restrição à zona afetada aparecem África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Botsuana, Burkina Faso, Camarões, Colômbia, Coreia do Sul, Cuba, Egito, Emirados Árabes Unidos, Equador, Grã-Bretanha e Guiné Equatorial.

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A lista continua com Jordânia, Lesoto, Mianmar, Nigéria, Quênia, República Dominicana, Senegal, Suazilândia, Sudão, União Europeia, Uruguai, Venezuela e Zimbábue.

Ovos SPF e estabelecimentos afetados têm regras próprias

No caso dos ovos SPF, Argentina e Equador têm restrições a estabelecimentos afetados. Colômbia, México e Peru aplicam limites à zona afetada ou a estabelecimentos monitorados, e o Paraguai restringe apenas estabelecimentos afetados.

A restrição a estabelecimentos afetados também atinge Cabo Verde, Etiópia, Estados Unidos, Filipinas, Guiana, Índia, Israel, Japão, Moçambique, Paquistão, Sri Lanka e Tanzânia. Na Venezuela, a regra vale para ovos férteis de perus.

Líbia e Suriname têm exigências sanitárias que não tratam diretamente da doença de Newcastle. Para esses dois destinos, a zona afetada deve ser considerada.

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