Presidente do STF defende “silêncio institucional” de magistrados
O presidente do Supremo Tribunal Federal, em declarações proferidas na terça-feira, 2 de junho de 2026, defendeu que os magistrados priorizem o “silêncio institucional” em detrimento do “protagonismo individual” em um cenário social polarizado. A argumentação central reside na percepção de que a legitimidade do Judiciário está intrinsecamente ligada à prestação de contas à sociedade.
O evento que impulsionou essa fala foi o Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, realizado no Superior Tribunal de Justiça com a organização do presidente Herman Benjamin.
Participação internacional e debate
O encontro reuniu magistrados de 23 tribunais internacionais, incluindo os ministros Fachin e Gilmar Mendes. A programação, que se estendeu pelos dias 1º e 2 de junho, foi um marco importante para o debate sobre a ética e o papel do Judiciário.
A visão de Fachin sobre a percepção pública
Em seu discurso, o ministro Edson Fachin destacou a influência da atuação individual dos juízes na forma como a sociedade enxerga o Judiciário. Ele ressaltou que a percepção da Justiça é moldada por cada decisão, manifestação e gesto.
Fachin enfatizou que, em um ambiente digital, a busca por visibilidade exige cautela por parte dos magistrados, defendendo que o “silêncio institucional” muitas vezes é mais valioso do que o protagonismo individual.
Construindo a confiança e a discrição
O ministro Fachin argumentou que a autoridade dos juízes deve ser construída através da qualidade das decisões, da serenidade e da discrição, e não por meio de frequentes manifestações públicas. Ele defendeu que a prudência e o comedimento são virtudes que geram confiança, e que cada juiz deve ser um agente de confiança.
A integridade, segundo ele, é um valor indivisível, abrangendo tanto a vida pública quanto a privada.
Transparência e idoneidade para a confiança pública
Fachin enfatizou que a confiança no sistema de Justiça depende da transparência e da idoneidade demonstradas pelos juízes em todas as esferas da vida. Ele afirmou que crises de confiança são alimentadas pela falta de idoneidade e transparência, e que a sociedade precisa ter razões para acreditar na Justiça.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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