Presidente da OAB-SP defende transparência e reformas no Judiciário em propostas ao STF

A OAB – SP (Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo) apresentou um conjunto de propostas ao STF (Supremo Tribunal Federal) com o intuito de reformar o sistema judiciário brasileiro. O documento também será enviado ao Congresso Nacional e ao Conselho Federal da OAB.
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Em entrevista ao Hora H, Leonardo Sica, presidente da OAB – SP, detalhou os objetivos das medidas, que incluem a implementação de mandatos fixos para os ministros do STF e a elevação da idade mínima para ingresso na Corte, passando de 35 para 50 anos.
Sica enfatizou que a proposta visa “melhorar a justiça para o cidadão”, destacando a necessidade de aprimorar o sistema tanto nas instâncias superiores quanto no primeiro grau. Ele também ressaltou a importância da transparência no processo de reforma relacionado à idade mínima dos ministros do STF.
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Consultas e desenvolvimento das propostas
De acordo com Sica, as propostas foram elaboradas durante um ano, contando com a participação de mais de 25 mil advogados, assim como membros do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), tribunais superiores e acadêmicos. “O nível de concretude é enorme”, afirmou o presidente da OAB – SP.
Muitas das medidas sugeridas já são práticas conhecidas em outros países ou estão em uso em diferentes esferas do sistema jurídico brasileiro.
Sobre o momento político atual, Sica notou que o debate acerca da reforma do Judiciário está sendo amplamente discutido. “Queremos agora fomentar um debate racional e equilibrado, onde prevaleçam as ideias técnicas e aquelas que buscam fortalecer o Judiciário”, declarou.
Mandatos fixos e preocupações levantadas
A proposta que estabelece mandatos fixos para os ministros do STF foi alvo de questionamentos durante a entrevista. Um participante expressou preocupação sobre a possibilidade de ex – ministros retornarem à advocacia após um mandato de 12 anos, atuando frente aos seus antigos colegas no Supremo.
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Para isso, Sica ressaltou que outros mecanismos, como um Código de Conduta incluído nas propostas, podem ajudar a mitigar essa questão. “A transparência é o remédio para todo esse tipo de desconfiança”, garantiu.
Ele ainda explicou que o modelo proposto segue padrões internacionais adotados por países como Alemanha, Itália, Espanha e Portugal. A duração dos mandatos foi estruturada em quatro triênios para evitar coincidências com os mandatos presidenciais de quatro anos, garantindo assim uma alternância política.
Discussões sobre indicações ao STF
Outro ponto debatido foi a possibilidade de um único presidente da República concentrar as indicações ao STF durante um mandato prolongado de 12 anos. Sica reconheceu essa preocupação, mas considerou improvável que muitos mandatos coincidam sob uma única gestão. “Esse risco já existe”, ponderou ele, afirmando que as demais medidas visam justamente atenuar essas distorções.
O presidente da OAB – SP também se mostrou aberto à melhorias nas propostas apresentadas, mencionando que há quem defenda uma idade mínima ainda maior para os ministros. “O importante é trazer todas essas sugestões à mesa”, concluiu Sica.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



