Gilmar Mendes cobra ação conjunta de Fachin e Salomão contra irregularidades em precatórios

Gilmar Mendes envia ofícios a Fachin e Salomão para criar força-tarefa contra fraudes em precatórios bilionários.

29/09/2026 09:44

3 min

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu agir diretamente para conter o que considera um descontrole na emissão de precatórios no país. Em uma medida que busca alinhar os tribunais superiores, ele enviou ofícios aos presidentes do STJ, Luis Felipe Salomão, e da própria Suprema Corte, Edson Fachin.

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A cobrança é por uma reação coordenada das instituições diante de supostas irregularidades na expedição desses títulos públicos.

A movimentação ocorre em um momento de crescente preocupação com o volume e a lisura dos precatórios — ordens de pagamento emitidas pelo Judiciário contra a União, estados e municípios após condenações definitivas. Gilmar Mendes quer que os presidentes dos tribunais superiores atuem de forma conjunta para coibir práticas que, na visão dele, desvirtuam o sistema.

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A informação foi confirmada por fontes ligadas ao STF.

O que são os ofícios e o que eles pedem

Os documentos foram encaminhados nos últimos dias e trazem um tom de urgência. Gilmar Mendes não se limitou a um alerta genérico: ele detalhou situações específicas que, segundo apurou, indicam desvios no processo de expedição de precatórios.

O ministro defende que o STJ e o STF precisam agir em sintonia para evitar que brechas legais sejam exploradas.

Na prática, o que Gilmar pede é uma espécie de força – tarefa entre as cúpulas do Judiciário. Ele sugere que Luis Felipe Salomão e Edson Fachin promovam encontros e estabeleçam protocolos comuns de fiscalização. A ideia é que as irregularidades não sejam tratadas de forma isolada por cada tribunal, mas sim com uma resposta institucional ampla.

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O movimento ganha relevância porque precatórios envolvem valores bilionários e impactam diretamente as contas públicas. Quando há suspeita de fraude na emissão desses títulos, o prejuízo pode se espalhar por estados e municípios, comprometendo investimentos em áreas como saúde e educação.

Gilmar Mendes, ao acionar os presidentes dos tribunais, tenta justamente evitar que o problema se agrave.

Contexto de tensão no Judiciário

A cobrança de Gilmar Mendes não surge do nada. Nos últimos meses, o STF já havia sinalizado preocupação com o aumento expressivo no número de precatórios e com a velocidade com que vinham sendo emitidos. Alguns casos chegaram a ser investigados internamente, mas o ministro entende que falta uma atuação mais incisiva e coordenada.

Edson Fachin, como presidente da Suprema Corte, e Luis Felipe Salomão, à frente do STJ, agora têm a missão de responder aos ofícios. A expectativa é que eles convoquem reuniões com seus pares e com órgãos de controle para discutir as medidas cabíveis.

Não há, por enquanto, um prazo formal para que as respostas sejam enviadas a Gilmar Mendes.

O episódio também expõe as diferentes visões dentro do Judiciário sobre como lidar com o tema. Enquanto alguns magistrados defendem uma regulamentação mais rígida, outros argumentam que o sistema atual já possui mecanismos de fiscalização suficientes.

Gilmar Mendes, ao fazer a cobrança pública por meio dos ofícios, deixa claro que não está satisfeito com o ritmo das ações até agora.

A reação das instituições ainda é incerta, mas o movimento do ministro já é visto como um passo concreto para tentar conter o que ele classifica como irregularidades. O desfecho desse caso pode definir como o Judiciário brasileiro vai tratar a emissão de precatórios nos próximos anos.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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