Armário de Pompeia guardava 38 moedas e um colar infantil com mais de 20 pingentes

Um armário de madeira fechado há quase 2 mil anos guardava objetos pessoais de moradores de Pompeia, cidade romana soterrada pela erupção do Vesúvio em 79 dC. A descoberta foi feita em uma residência na Via dell Abbondanza, uma das principais ruas da cidade.
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Entre as peças recuperadas há moedas, utensílios de beleza, um frasco de perfume e um colar infantil com mais de 20 pingentes. Os arqueólogos também acharam pinças, um queimador de incenso, uma lanterna de bronze e 38 moedas.
O que os arqueólogos encontraram no armário
Além das peças de uso cotidiano, a equipe localizou panelas e uma caixa de madeira com pesos de chumbo. Esses objetos podem indicar que um dos moradores trabalhava com comércio.
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Para os pesquisadores, o dinheiro e os pertences deixados no imóvel sugerem que os habitantes saíram às pressas quando a catástrofe começou.
Colar infantil chama a atenção dos pesquisadores
A peça que mais impressionou a equipe é um colar conhecido como crepundia, usado por crianças na Roma Antiga. Os pingentes, feitos de materiais variados, trazem figuras como Bes e Mercúrio.
Esse acessório servia de amuleto e também fazia barulho, o que permitia que os pais localizassem os filhos. Ao Guardian, Gabriel Zuchtriegel, diretor do Parque Arqueológico de Pompeia, afirmou que o colar poderia ser uma lembrança da família. Ele lembrou que a sociedade da época vivia em constante deslocamento entre diferentes regiões do Mediterrâneo.
Restauração avança para cômodos pouco explorados
A residência, cuja fachada foi escavada em 1912, integra um projeto de restauração que agora chega a espaços ainda pouco estudados. Em uma das áreas de armazenamento, os arqueólogos encontraram fragmentos dos esqueletos de dois ratos dentro de uma ânfora.
Inscrições descobertas antes ligaram o imóvel a um homem chamado Cornelius Maximus, embora esses registros já não estejam mais visíveis.
Escavações miram os alojamentos dos empregados
Na Villa dos Mistérios, nos arredores de Pompeia, os pesquisadores decidiram olhar para os alojamentos dos empregados, e não para as áreas dos proprietários, famosas pelos afrescos. A ideia é entender a rotina e as condições de vida de trabalhadores que quase não aparecem nos registros históricos.
Segundo Zuchtriegel, a maior parte dos habitantes da propriedade era formada por pessoas escravizadas.
Descobertas em Regio IX revelam desigualdade
Outros achados recentes também mostram como a riqueza era distribuída na cidade. Em 2025, uma residência no distrito de Regio IX, uma das áreas mais ricas de Pompeia, revelou um complexo de banhos termais que teria servido ao proprietário para receber convidados abastados.
No mesmo distrito, arqueólogos encontraram em 2023 uma padaria estreita, onde pessoas escravizadas possivelmente viviam confinadas e eram obrigadas a produzir pão.
Editoria:
Redação Variedades
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