Policial militar admite ter tido relações com adolescente, mas nega estupro e roubo em SP

Um policial militar detido sob suspeita de envolvimento em um roubo e estupro de uma adolescente na zona leste de São Paulo admitiu, em depoimento, que manteve relações sexuais com a jovem. No entanto, Willian Santana Santos negou ter cometido violência sexual ou participação no roubo dos celulares das vítimas.
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O depoimento foi divulgado pela CNN Brasil e ocorreu na manhã desta segunda – feira (24) no 24º Distrito Policial, localizado na Ponte Rasa.
Durante o interrogatório, o policial alegou que a relação foi consensual e afirmou acreditar que a adolescente era maior de idade. Segundo sua versão, ele teria visto a jovem consumindo bebidas alcoólicas em uma adega, o que o fez pensar que ela tinha mais de 18 anos.
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Willian ainda negou ter usado uma arma contra a adolescente e disse que não participou do roubo.
Contradições entre os relatos
A narrativa apresentada por Willian contrasta com o depoimento da vítima. Conforme registrado no boletim de ocorrência, a adolescente afirmou que foi ameaçada com uma arma e forçada a manter relações sexuais contra sua vontade. A mãe da jovem relatou à polícia que um dos homens apontou uma arma para a filha e disse que atiraria caso ela não obedecesse às suas ordens.
Além de negar as acusações de estupro, Willian também se isentou da responsabilidade pelo roubo dos aparelhos celulares. As vítimas relataram à Polícia Civil que aceitaram uma carona após conhecerem os dois homens em uma adega na Avenida Itaquera.
Durante o percurso, um dos ocupantes sacou uma arma e anunciou o assalto.
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Os relatos indicam que as vítimas foram obrigadas a entregar seus celulares e tiveram sua liberdade restrita antes de serem levadas para uma área isolada próxima ao Parque Jacuí. Um dos homens conseguiu esconder seu celular e não teve o aparelho levado.
Câmeras registraram movimentação do grupo
Câmeras de segurança capturaram imagens do grupo antes de chegarem à área isolada. As filmagens mostram os dois policiais junto às três vítimas no estacionamento de um estabelecimento na região da Jacu – Pêssego. Após essa parada, segundo apurações da CNN, o trajeto mudou e os suspeitos seguiram para um local mais afastado.
Conforme os relatos das vítimas, durante o caminho, os dois homens demonstraram interesse pela mulher, mas ela rejeitou as investidas. Em seguida, um deles anunciou o roubo ao sacar uma arma.
No local isolado próximo ao Parque Jacuí, um dos policiais determinou que os dois homens deixassem o veículo enquanto a adolescente permanecia dentro do carro. A jovem foi submetida a violência sexual enquanto os outros aguardavam do lado de fora.
De acordo com testemunhos de uma das vítimas, eles não conseguiram ver o que acontecia dentro do automóvel devido aos vidros escurecidos.
Ação policial e prisões
A equipe policial chegou até os PMs após as vítimas fornecerem informações sobre o veículo utilizado durante a ação criminosa. A investigação revelou que o carro estava vinculado a um policial militar escalado para trabalhar na manhã seguinte ao crime.
Dois PMs foram apresentados na delegacia pelo tenente – comandante da companhia.
A identificação das vítimas confirmou a participação dos dois policiais nos crimes; um deles foi señalado como coautor do roubo e outro como responsável pela violência sexual contra a adolescente.
Diante das evidências apresentadas, ambos foram presos em flagrante ainda na manhã desta segunda – feira (24). O caso está sendo tratado como estupro em concurso de dois ou mais agentes e roubo com uso de arma de fogo, além da restrição da liberdade das vítimas e subtração dos aparelhos celulares.
Status da investigação
A Polícia Militar destacou que os agentes foram imediatamente apresentados à Polícia Civil e ressaltou sua posição firme contra desvios de conduta. O caso segue sob rigorosa apuração tanto pela Polícia Civil quanto através de um Inquérito Policial Militar (IPM.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



