Polícia Federal captura integrante do PGC em Ponta Porã com arsenal e mandados em aberto
Polícia Federal captura membro do PGC em Ponta Porã, MS, com armamento pesado e mandados de prisão. Descubra os detalhes dessa operação impactante!
Prisão de Integrante do PGC na Fronteira com o Paraguai
Um membro da facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense) foi detido pela Polícia Federal (PF) na fronteira com o Paraguai, sob suspeita de estar envolvido em dois homicídios qualificados. O homem, de 32 anos e conhecido como “GG”, foi capturado em sua residência em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, na noite de sábado (31).
Ele tinha mandados de prisão em aberto.
Ponta Porã é considerada uma cidade gêmea de Pedro Juan Caballero, localizada em uma região onde a lei do silêncio prevalece. Durante a operação, a PF apreendeu dois fuzis, duas pistolas, centenas de munições e dispositivos de segurança, como portas blindadas, que transformavam a casa em uma verdadeira fortaleza.
Além dos homicídios qualificados, GG é suspeito de dois homicídios qualificados tentados, porte ilegal de arma de fogo e outros crimes. Devido ao armamento encontrado, ele também foi autuado por porte de arma de fogo de calibre restrito. Após a detenção, GG foi levado à Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã para a formalização do auto de prisão em flagrante e, em seguida, encaminhado ao Sistema Prisional do Estado do Mato Grosso do Sul.
Ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado
A operação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Catarina, que inclui a Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, Polícia Penal do Estado de Santa Catarina e a Secretaria Nacional de Políticas Penais.
De acordo com a PF, GG possui um extenso histórico criminal em Santa Catarina.
A facção PGC é conhecida por suas alianças com outras organizações criminosas, como o CV (Comando Vermelho) e a FDN (Família do Norte), além de manter vínculos com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
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Origem e Estrutura do PGC
Um estudo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) indica que o Primeiro Grupo Catarinense surgiu no sistema prisional do estado, seguindo modelos semelhantes aos do PCC. A facção emergiu em meio à superlotação e condições precárias dos presídios.
Assim como o PCC, o PGC apresenta uma estrutura hierárquica complexa e adaptável, com divisões, funções e um estatuto interno. As ramificações são denominadas Primeiro Ministério, Segundo Ministério, Disciplinas e Sintonias. Outra semelhança é a prática do batismo dentro da organização criminosa.
O PGC também estabeleceu acordos com o CV e a FDN, com os laços com o CV iniciando entre 2008 e 2011. Para se identificar, a facção utiliza a sigla e o número “1573”, que representa o nome do grupo, assim como o PCC utiliza “1533”. Esses números correspondem à posição das letras no alfabeto.
Além disso, aspectos como o “dízimo” e o uso do termo “irmãos” são comuns no PGC.