Polícia Civil do DF conclui inquérito sobre arma de Bolsonaro sem indiciamento

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito que apurava a posse da arma de fogo pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro sem apontar qualquer responsabilização criminal.
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Segundo os investigadores, não houve indícios suficientes para caracterizar um crime ilegal em relação à manutenção ou uso dos equipamentos na residência onde ele mora atualmente. Ainda assim, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, analisar o caso antes de decidir se acompanha esse entendimento ou se determina outras medidas.
O relatório final sobre armas apreendidas
A investigação policial entendeu inicialmente que o antigo chefe do Executivo possuía registro válido da pistola utilizada por ele mesmo; além disso, verificou-se que nenhuma restrição legal impedia a permanência desse tipo de arma dentro de sua própria casa.
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“Não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de [posse] ilegal de arma de fogo de uso restrito”, escreveu no relatório final o delegado Thiago Boeing da Silva. Ele detalhou ainda os procedimentos realizados durante as apurações na residência do ex-presidente.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no local onde Bolsonaro reside, mas não foi possível recolher o armamento ou encontrar qualquer sinalização cadastral indicando uma proibição para ele manter tais itens ali guardados; por isso, a Polícia Civil decidiu encerrar formalmente as investigações sem indiciar ninguém neste caso específico.
Depoimento do ex-presidente sobre posse das armas
O processo ganhou contexto adicional quando Jair Bolsonaro prestou depoimento à própria Polícia Civil do Distrito Federal. O inquérito apurava os detalhes da arma encontrada com um de seus seguranças pessoais em junho, em Brasília.
Durante seu relato perante o delegado e acompanhado pelo advogado Paulo Cunha Bueno — no local onde ele se encontrava —, foi confirmado por Bolsonaro que, naquele instante, não houve nenhuma intenção sua de descumprir a legislação vigente ou as regras estabelecidas para portadores armados. Ele explicou ter pedido ajuda ao militar responsável pela segurança apenas porque precisavam consertar uma das armas após constatar que ela já estava inoperando.
Contexto jurídico
Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado e cumpre a pena em prisão domiciliar humanitária, concedida por motivos de saúde.
Apesar dessa situação judicial delicada — onde sua liberdade está atrelada ao cumprimento domiciliar —, os fatos relativos à posse das armas continuam sob análise. A decisão final cabe agora aos órgãos superiores que devem avaliar se as conclusões técnicas apresentadas pela Polícia Civil são suficientes para encerrar definitivamente qualquer processo criminal relacionado ao tema armado na capital federal.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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