Como a PMDF vai vigiar o segundo turno: câmeras, drones e Esplanada bloqueada

Comandada pelo coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares, a PMDF terá cinco mil policiais, 15 drones e 20 câmeras em teste.

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Comandante-geral da PMDF, coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) vai usar câmeras corporais e veiculares no policiamento do segundo turno das eleições, no domingo (25). O anúncio foi feito no sábado (24), junto com o reforço de drones e de equipes para atender ocorrências eleitorais na capital federal.

De acordo com o comandante-geral, coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares, serão 16 câmeras corporais e quatro veiculares, todas ainda em fase de testes. Os aparelhos ficam ligados à central de comandos da PMDF e conseguem fazer reconhecimento facial e leitura de placas.

Cinco mil policiais e Esplanada fechada até o resultado

O efetivo em Brasília terá cinco mil policiais militares, concentrados na região central e em pontos com possibilidade de aglomeração. Outros cerca de 1.500 profissionais atuam em serviços ordinários, além do policiamento cotidiano do Distrito Federal.

A corporação também vai empregar 15 drones e passar de uma para cinco as mesas dedicadas ao atendimento e despacho de ocorrências eleitorais.

A Esplanada dos Ministérios está bloqueada desde as 10h de sábado (24), da altura do Museu Nacional até a via L4. A Praça dos Três Poderes também foi fechada. A interdição continua até depois do resultado, na madrugada de domingo para segunda (26), e ainda não há horário definido para a liberação das vias.

Nas embaixadas, o policiamento será maior que o habitual, segundo o comandante-geral, que afirmou não haver alerta de risco neste segundo turno. A PMDF ainda prepara planos de contingência para o período pós-eleição.

TRE-DF homologou plano de segurança

A estratégia foi montada em alinhamento direto com a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) e apresentada à juíza Marília Garcia Guedes, auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Ela acompanhou a exposição para homologar as medidas e certificar que a votação ocorrerá de forma segura.

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Segundo a juíza, a distribuição das urnas eletrônicas nas seções eleitorais deveria terminar por volta de 12h de sábado (24), com monitoramento intensivo dos equipamentos até o encerramento da votação. Marília Guedes informou também que imagens e flagrantes do primeiro turno já foram enviados ao Ministério Público para análise.

Pelas diretrizes eleitorais, atos de campanha e manifestações são permitidos até as 22h da véspera do pleito.

Reconhecimento facial e leitura de placas em tempo real

O uso das novas tecnologias foi antecipado para o segundo turno. Os equipamentos estão em teste desde o início de outubro, em um período de 30 dias que pode ser renovado por mais 30. A PMDF planeja manter a fase experimental após as eleições e espera ter o sistema totalmente operacional até as posses oficiais, em janeiro de 2027.

O plano definitivo prevê a compra de 1.978 câmeras corporais e 500 veiculares. Os modelos são importados e inéditos na corporação local, mas, segundo a PMDF, já operam plenamente em outras unidades da Federação.

As câmeras corporais têm reconhecimento facial e podem ser ligadas pelo policial ou remotamente pela central. Quando identificam um suspeito, disparam alertas automáticos, o que permite acompanhar a ocorrência em tempo real.

Já as câmeras veiculares leem placas e fazem reconhecimento facial de forma automática, enviando os dados direto à central. Os drones vão sobrevoar locais estratégicos e transmitir imagens em alta resolução para ajudar no controle do perímetro.

Todo o conjunto se comunica em tempo real com a plataforma “DF 360”.

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