Mesmo sem falar português, marroquina pede socorro com gesto e é salva pela PM em SP

Filha de 13 anos do suspeito e funcionária da ONU acionaram a PM; mulher e bebê foram para acolhimento, e o homem, ouvido na 4ª DDM, não foi preso em flagrante.

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Mulher não falava português e usou o sinal internacional de socorro para pedir ajuda aos policiais.

Uma mulher marroquina foi resgatada pela Polícia Militar na sexta-feira (23) depois de fazer o sinal internacional de pedido de socorro em um caso de violência doméstica na Vila Maria, zona Norte de São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou as informações.

A vítima não falava português. Ao perceber a chegada dos policiais, ela fez o gesto, que consiste em dobrar o dedão e fechar a mão com os outros quatro dedos. As câmeras corporais dos agentes registraram o pedido.

Filha do suspeito e funcionária da ONU acionaram a polícia

Quem denunciou o caso foi a filha de 13 anos do suspeito, que ligou para o 190. Uma funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU) que atua no apoio a refugiados também chamou as autoridades depois de receber um pedido de ajuda da mulher.

Assim que a equipe chegou ao endereço, a vítima abriu a janela e fez o sinal pela primeira vez. Diante do gesto, os policiais entraram na casa.

Segundo a corporação, o homem apresentou comportamento alterado e violento, o que dificultou a ação. Por isso, ele foi algemado e mantido longe da vítima.

Mulher e bebê foram levados para acolhimento

Os policiais ficaram no local para dar assistência à mulher, que depois foi levada à delegacia. Para conseguir se comunicar com ela, a equipe contou com a ajuda da funcionária da ONU e usou um tradutor online.

A vítima e o filho recém-nascido foram encaminhados a um serviço de acolhimento. A polícia também pediu à Justiça medidas protetivas de urgência.

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Suspeito foi ouvido, mas não acabou preso em flagrante

O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsável pela investigação. O homem prestou depoimento, mas não foi autuado em flagrante.

A investigação continua.

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