PF deflagra operação contra Cláudio Castro e Ricardo Magro por fraudes fiscais e corrupção

A PF investiga fraudes fiscais e corrupção envolvendo a Refit

17/06/2026 10:43

3 min

PF deflagra operação contra Cláudio Castro e Ricardo Magro por fraudes fiscais e corrupção
(Imagem de reprodução da internet).

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta sexta-feira (15) contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e Ricardo Magro, proprietário da Refit, antiga refinaria de Manguinhos. A investigação apura suspeitas de fraudes fiscais envolvendo a empresa, que figura entre os maiores devedores de impostos do país.

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Além disso, há um mandado de prisão ativo contra Magro, e os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de Castro.

Acusações de favorecimento e esquemas de corrupção

Segundo um relatório da PF, o ex-governador teria atuado para proteger e favorecer os interesses da Refit. Na casa de Castro, os agentes cumpriram o mandado de busca e apreensão, investigando possíveis irregularidades na gestão da refinaria.

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Análise política sobre a trajetória de Cláudio Castro

Mayra Goulart, cientista política e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisou a trajetória de Castro, descrevendo-o como a expressão de uma história moldada pelas dinâmicas políticas territoriais do Rio de Janeiro.

Goulart aponta que o cenário político carioca é marcado pelo controle de cidades menores, na Baixada Fluminense, muitas vezes envolvendo violência e laços com o crime organizado.

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A ascensão política e o clientelismo

A cientista política destacou que Castro chegou ao cargo de governador sem ter sido eleito, assumindo o posto após o mandato de outro político. Ela comparou a situação a outras figuras políticas que buscaram aparelhar a máquina pública.

“Wilson Witzel chegou ao poder sem base na Assembleia Legislativa e foi rapidamente impitimado. Castro também não tinha base, e então ele começou a organizar um conjunto de esquemas para atrair essas figuras do interior do Rio para esses esquemas e então aparelhar e usar a máquina pública a seu serviço.

São esses escândalos que a gente está vendo a repercussão”, avaliou Goulart.

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Goulart também criticou a gestão pública, citando que Castro teria demitido mais de 1.700 pessoas indicadas para cargos comissionados sem qualificação ou comprovação de trabalho. Segundo ela, Castro organizou uma rede de clientelismo para aumentar sua capilaridade, turbinando esquemas de corrupção que envolvem o crime organizado.

Impacto político e o discurso antissistema

A especialista analisou a influência de Castro junto ao eleitorado, observando que, apesar de estar “escanteado” no cenário político, o episódio da chacina nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio, lhe conferiu força junto a uma parcela específica da sociedade.

Para Goulart, o eleitorado está dividido entre aqueles que veem na chacina um caminho e outros que estão receosos com a grave situação de segurança no Rio de Janeiro.

A cientista política alertou que é crucial que a população não permita que a disputa política gere a ascensão de um discurso antissistema. Esse discurso, segundo ela, pode se confundir com o antiestado, desqualificando o papel das políticas sociais e públicas.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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