PF e CGU fazem nova fase da Operação Sem Desconto contra fraudes no INSS

A ação cumpriu 31 mandados em quatro unidades da federação; os descontos irregulares em aposentadorias somam R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

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Foto: Reprodução

Operação Sem Desconto expande investigação nacional

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na quarta-feira, 27 de maio, uma nova etapa da Operação Sem Desconto em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. A operação visa desmantelar um esquema complexo de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, um problema que tem gerado grande preocupação no cenário previdenciário nacional.

Nesta fase, a investigação se concentra em aprofundar as apurações, buscando identificar e responsabilizar os envolvidos na prática de crimes contra a administração pública. Entre os crimes investigados estão a formação de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação de patrimônio.

A PF está executando 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, em conjunto com outras medidas constritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa nova fase da operação surge em continuidade à Operação Indébito, deflagrada em março de 2025. A Operação Indébito, também conduzida pela PF e pela CGU, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão, além de outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal.

A investigação inicial revelou irregularidades relacionadas a descontos aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As investigações preliminares apontam para um prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões, descontado entre 2019 e 2024, por parte de entidades investigadas, que aplicavam esses descontos em mensalidades associativas sobre benefícios previdenciários. A operação resultou no afastamento de pelo menos seis servidores públicos de suas funções.

A magnitude da operação envolveu a atuação de aproximadamente 700 policiais federais e 80 servidores da CGU, que executaram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no Distrito Federal.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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