PF anuncia IA Orion para localizar bens de investigados em até 24 horas

Em 2026, a Polícia Federal anunciou uma nova ferramenta de inteligência artificial voltada para a localização de bens de investigados. A tecnologia, batizada de Orion, promete acelerar o trabalho de busca patrimonial e dar mais agilidade às investigações em todo o país.
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A apresentação ocorreu em Brasília e contou com a participação de autoridades da corporação. O sistema foi desenvolvido para cruzar dados públicos e privados, identificando imóveis, veículos e outros ativos que estejam em nome de alvos de operações, inclusive os chamados “laranjas”.
Como funciona a nova tecnologia da PF
Segundo a Polícia Federal, o Orion utiliza algoritmos para analisar registros de cartórios, juntas comerciais e bases da Receita Federal. A ideia é reduzir o tempo que os agentes levam para levantar informações que hoje dependem de ofícios e deslocamentos.
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A ferramenta já está em uso em alguns inquéritos e apresentou resultados considerados positivos pela corporação. Em um dos casos, a IA teria localizado bens em menos de 24 horas, algo que levaria semanas pelo método tradicional.
Ainda de acordo com a PF, a tecnologia não substitui a análise dos investigadores, mas atua como um suporte para priorizar alvos e direcionar as diligências. O sistema também ajuda a identificar padrões de ocultação de patrimônio.
Números do combate à lavagem de dinheiro
A Polícia Federal aproveitou o anúncio para divulgar um balanço das ações de busca patrimonial. Segundo a corporação, são realizadas cerca de 20 mil buscas patrimoniais por mês e, ao longo de aproximadamente dez anos, foram identificados mais de R 400 bilhões em bens imóveis.
Os dados reforçam a importância de ferramentas tecnológicas no enfrentamento a crimes financeiros. A expectativa é que o Orion seja expandido para todas as unidades da PF até o fim de 2026, com treinamento para os agentes de cada estado.
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Com a novidade, a corporação espera dar uma resposta mais rápida à sociedade e aumentar a recuperação de valores desviados dos cofres públicos. A ferramenta também deve ser usada em operações que miram organizações criminosas com grande poder econômico.
Próximos passos da implementação
A PF informou que o desenvolvimento do Orion levou cerca de dois anos e contou com a participação de especialistas em tecnologia da informação da própria instituição. O sistema passa por atualizações constantes para se adaptar a novas formas de burlar o rastreamento.
Nos próximos meses, a corporação deve publicar um manual de uso da ferramenta e criar um canal interno para tirar dúvidas dos policiais. A meta é que, até o fim do ano, todas as superintendências tenham acesso à plataforma.
A apresentação do Orion marca um avanço na modernização da Polícia Federal, que investe cada vez mais em inteligência artificial para auxiliar nas investigações. A ferramenta, no entanto, segue sob sigilo em alguns aspectos técnicos para não comprometer as operações em andamento.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



