Pezeshkian discursa na ONU um dia após Trump ameaçar aniquilar o Irã

Pezeshkian fala na ONU após Trump ameaçar aniquilar o Irã, enquanto Teerã reage com promessa de resposta dura.

23/09/2026 06:11

3 min

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursa nesta quarta – feira (23) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar “aniquilar” o país. O ultimato veio durante a fala de Trump na 81ª Assembleia Geral da ONU, onde ele chamou o Irã de “maior patrocinador do terrorismo do mundo” e pediu isolamento econômico total de Teerã.

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Trump afirmou que um acordo pode sair depois das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para novembro. “Acredito que fecharemos um acordo logo após a eleição, porque não faz sentido que eles não o façam”, disse. O americano também apresentou ao Irã duas opções: um acordo que levaria à “grandeza potencial” do país ou, no outro extremo, a aniquilação.

Reação dura de Teerã às ameaças

Horas após o discurso de Trump, o porta – voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Hossein Mohebbi, reagiu. Segundo a emissora estatal Press TV, Mohebbi afirmou que os EUA não obteriam “nada além de fracasso” em caso de novos ataques. “Trump esquece que já fez ameaças anteriormente, mas não conseguiu concretizá – las”, declarou.

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O Estado – Maior das Forças Armadas do Irã também se manifestou. Em comunicado, disse que Teerã responderia com “golpes ainda mais duros, esmagadores e imprevisíveis” diante de qualquer ação americana. Os militares ainda classificaram as “alegações e ameaças infundadas” de Washington como sinais de fraqueza, não de força.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi na mesma linha. Citado pela agência estatal Tasnim, ele afirmou: “Nunca nos renderemos e não paralisaremos o país. Responderemos com força, assim como fizemos até agora, tornando o inimigo incapaz de agir em todas as frentes”.

Negociações e reunião secreta

Apesar da troca de ameaças, há sinais de que os dois lados podem voltar a negociar. Uma autoridade iraniana de alto escalão disse à Reuters que Teerã poderia reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias, caso os EUA reduzam a pressão militar e suspendam o bloqueio aos portos iranianos.

A proposta teria sido transmitida a Washington por mediadores na semana passada.

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“A Assembleia Geral da ONU é uma oportunidade de ouro para os Estados Unidos retornarem à diplomacia”, afirmou a autoridade. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse à NBC que Washington está aberto a conversar com Teerã, “especialmente se houver perspectivas de que isso leve a algo positivo”.

Trump revelou nesta terça – feira que integrantes de sua administração se reuniram com a delegação iraniana durante a Assembleia Geral por cerca de três horas. Ele classificou o encontro como “muito produtivo” e disse que outra reunião já está marcada.

Trump não negou a participação do enviado americano Steve Witkoff e de seu genro, Jared Kushner. “É vantajoso para eles fazerem um acordo”, concluiu. Não há registros de reuniões presenciais entre representantes dos dois países desde julho, quando um acordo provisório para encerrar o conflito fracassou semanas após ser assinado.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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