Petrobras suspende perfurações na Margem Equatorial após acordo com MPF

A suspensão atende a recomendação do MPF e ocorre em meio a questionamentos ambientais sobre a bacia da Foz do Amazonas, sem prazo para retomada.

21/09/2026 19:11

3 min

Logo da BP, em Londres
Logo da BP, em Londres

Pelo acordo, a Petrobras se compromete a não avançar com as perfurações enquanto não houver um alinhamento técnico com o MPF. A medida vale para a bacia da Foz do Amazonas, onde a empresa pretendia explorar petróleo na Margem Equatorial.

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A companhia destacou que segue cumprindo todas as normas de segurança e meio ambiente. Em nota, reforçou que a suspensão é temporária e que aguarda a definição de novos estudos de impacto ambiental.

A Petrobras anunciou nesta quarta – feira (18) que assinou um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para suspender as perfurações na Margem Equatorial, na bacia da Foz do Amazonas. A decisão atende a uma recomendação do órgão e ocorre após uma série de questionamentos ambientais sobre a região. A estatal informou que a pausa nas atividades será mantida até que novas diretrizes sejam definidas em conjunto com os órgãos ambientais. A área é considerada estratégica para a companhia, mas enfrenta resistência de entidades ligadas à preservação da Amazônia.

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O que muda com o acordo

A recomendação do MPF foi motivada por preocupações com possíveis danos à região, que abriga uma rica biodiversidade marinha. A decisão, porém, não afeta outras operações da estatal fora da área de conflito.

Repercussão entre os envolvidos

A suspensão das perfurações foi bem recebida por organizações socioambientais, que veem a medida como uma vitória da fiscalização. Elas argumentam que a Margem Equatorial é uma zona de alta sensibilidade ecológica, com recifes de corais e espécies ameaçadas.

Por outro lado, a decisão gera expectativa no setor de óleo e gás, que acompanha de perto os próximos passos da Petrobras. A empresa, no entanto, não deu prazo para a retomada das atividades na região.

Ainda segundo a estatal, o acordo não altera o cronograma de investimentos em outras áreas. A companhia segue com planos de expansão em outras bacias do país, como a de Campos e a de Santos.

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Histórico de embates na Margem Equatorial

A Margem Equatorial virou alvo de disputas judiciais e administrativas nos últimos anos. O Ibama já havia negado licenças para a perfuração na bacia da Foz do Amazonas, o que levou a Petrobras a recorrer em busca de autorização.

A recomendação do MPF, agora acatada pela empresa, representa mais um capítulo nessa novela que envolve desenvolvimento econômico e preservação ambiental. A expectativa é que novas reuniões técnicas definam os rumos da exploração na área.

A Petrobras reafirmou que segue aberta ao diálogo com os órgãos competentes e que a segurança das operações continua sendo prioridade. A companhia não descartou novas negociações nos próximos meses.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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