Chefe militar da Otan elogia acordo sobre Groenlândia: “Muito positivo

Chefe militar da Otan celebra acordo sobre Groenlândia e destaca importância estratégica para a aliança.

19/09/2026 14:42

2 min

Chefe do Comitê Militar da Otan
Chefe do Comitê Militar da Otan

O presidente do Comitê Militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), almirante Giuseppe Cavo Dragone, classificou como “muito bem – vindo” o acordo sobre a Groenlândia firmado entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia. A declaração foi feita neste sábado (19) durante uma coletiva de imprensa em Copenhague.

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“É um acordo, então é muito, muito bem – vindo”, afirmou Cavo Dragone. Ele acrescentou que a região concentra “muitas atividades acontecendo ali do ponto de vista militar” e que, militarmente falando, a aliança está “cuidando muito bem daquela área”.

O almirante destacou ainda que a Otan precisa atuar em três flancos — norte, leste e sul — dentro de uma estratégia de cobertura de 360 graus.

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O anúncio do acordo

Na noite de sexta – feira (18), os três governos anunciaram que chegaram a um entendimento para que os EUA possam desenvolver uma base militar na ilha, ao mesmo tempo em que impedem que adversários americanos construam suas próprias instalações no território.

A Groenlândia é uma região autônoma da Dinamarca, e o acordo envolve diretamente a soberania dinamarquesa sobre a ilha.

Os principais detalhes do pacto ainda não foram divulgados. Até o momento, não se sabe qual será a dimensão exata da presença militar americana no local nem se algum poder formal sobre política externa ou recursos naturais será transferido para Washington.

A expectativa é que o documento seja assinado durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que ocorre na próxima semana.

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Incertezas e expectativas

Dinamarca e Groenlândia esperam que o acordo ponha fim a meses de incertezas. O período foi marcado por ameaças do presidente dos Estados Unidos, que pressionava por maior controle americano sobre a ilha. Para a Otan, a Groenlândia tem importância estratégica, especialmente no flanco norte da aliança, onde a presença militar é considerada um compromisso central.

O almirante Cavo Dragone reforçou que a organização militar mantém uma cobertura de 360 graus, o que exige atenção simultânea ao norte, ao leste e ao sul. A declaração do comandante ocorre em meio a tensões geopolíticas na região do Ártico, onde Rússia e China também buscam expandir sua influência.

Ainda não há data confirmada para a assinatura formal, mas a cerimônia deve ocorrer à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Enquanto isso, os governos envolvidos mantêm sigilo sobre os termos finais do entendimento.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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