Ação da Petrobras cai 4,5% e derruba Ibovespa; dólar sobe a R 5,85

Título: Ação da Petrobras cai mais de 4% e derruba Ibovespa; dólar sobe a R 5,85 Linha fina: Papéis preferenciais da estatal recuam com força na B 3, puxando o principal índice da bolsa brasileira para o campo negativo no pregão desta terça – feira.
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A Bolsa de Valores brasileira opera em queda firme na tarde desta terça – feira, pressionada pelo tombo das ações da Petrobras. O Ibovespa recuava 1,2%, aos 128.500 pontos, enquanto o dólar subia 0,8%, cotado a R 5,85.
Os papéis preferenciais da estatal (PETR 4) caíam 4,5%, cotados a R 38,20. Já as ações ordinárias (PETR 3) recuavam 3,9%, negociadas a R 40,10. O movimento acompanha a desvalorização do petróleo no mercado internacional, com o barril do tipo Brent em baixa de 2,1%, negociado a US 74,30.
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Queda do petróleo e cenário externo pesam
A desvalorização do barril do petróleo no exterior é um dos principais fatores para a queda das ações da Petrobras. O mercado internacional opera com aversão a risco, influenciado por dados macroeconômicos divulgados nos Estados Unidos que reforçam expectativas de juros altos por mais tempo na maior economia do mundo.
Além disso, investidores monitoram o conflito no Oriente Médio e a possibilidade de aumento da oferta por parte da Opep+. A combinação desses fatores derruba o preço da commodity e, consequentemente, as ações das petroleiras.
O movimento de realização de lucros também pesa sobre os ativos. As ações da Petrobras acumulavam alta relevante no ano, e o mercado aproveita o momento para embolsar ganhos.
Dólar e juros futuros em alta
No mercado de câmbio, o dólar comercial renovou máximas intradia e subia 0,8%, cotado a R 5,85 na venda. O movimento reflete a busca por proteção diante do cenário externo adverso e das incertezas fiscais domésticas.
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Já os juros futuros operam em alta, com o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subindo para 13,85% ao ano. O avanço das taxas ocorre em linha com o movimento de aversão a risco nos mercados globais e com a expectativa de manutenção da taxa básica de juros no Brasil.
Na ponta curta, o DI para janeiro de 2026 opera estável, a 15,10%. A curva de juros como um todo reflete a percepção de que o Banco Central deve manter o ritmo de aperto monetário nos próximos meses.
Bancos e commodities no radar
Entre os destaques negativos do Ibovespa, além da Petrobras, estão as ações de grandes bancos. Os papéis do setor financeiro operam em queda, influenciados pelo cenário de juros futuros em alta, o que pode pressionar a margem das instituições.
As ações de empresas ligadas a commodities metálicas também recuam, acompanhando a queda dos preços do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China. A Vale (VALE 3) caía 1,5%, cotada a R 62,30.
No cenário corporativo, o mercado segue atento à temporada de balanços do segundo trimestre. A agenda de eventos econômicos da semana inclui a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que podem dar direção aos negócios nos próxim dias.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



