Petrobras compra fatia da Petronas e volta a ter 100% de Tartaruga Verde

A Petrobras exerceu o direito de preferência e vai pagar US$ 450 milhões pelos 50% da Petronas em Tartaruga Verde e no Módulo 3 de Espadarte, na Bacia de Campos.

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Foto: Reprodução
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Petrobras Recupera Controle Total em Campos de Produção

Em uma movimentação estratégica, a Petrobras anunciou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, que exerceu seu direito de preferência para adquirir 50% da participação da Petronas nos campos de Tartaruga Verde e no Módulo 3 de Espadarte, ambos localizados na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro (RJ).

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Com a operação, a Petrobras volta a deter 100% dos ativos, dos quais já é a operadora.

O investimento total da transação é estimado em US$ 450 milhões, com um cronograma de pagamento dividido em três etapas. Inicialmente, US$ 50 milhões serão liberados com a assinatura do contrato. Outros US$ 350 milhões serão pagos no fechamento da operação, e os US$ 50 milhões restantes, de forma diferida. É importante ressaltar que esses valores podem ser ajustados com base no desempenho econômico dos campos a partir de julho de 2025.

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Detalhes da Operação e Condições

Os campos de Tartaruga Verde e Módulo 3 de Espadarte operam em águas profundas, caracterizadas por lâminas d’água que variam entre 700 e 1.620 metros. A produção atual é de aproximadamente 55.000 barris de óleo por dia, sendo realizada através do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes.

A Petrobras destaca que a aquisição apresenta condições econômico-financeiras vantajosas e está alinhada com o plano estratégico da empresa, que foca em ativos com alta geração de valor e menor risco operacional.

Impacto e Perspectivas Futuras

Além de fortalecer a posição da Petrobras no segmento de exploração e produção de petróleo, considerado estratégico, a aquisição também aumenta a flexibilidade da empresa na gestão do seu portfólio. A estatal busca consolidar sua atuação no mercado brasileiro, enquanto outras empresas estrangeiras reavaliam suas posições em ativos no país.

A conclusão do negócio está condicionada à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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