Brasil bate recorde de petróleo pelo 4º mês seguido e produz 4,711 milhões de barris por dia

A produção de petróleo do Brasil atingiu seu quarto recorde mensal consecutivo em setembro, com impulso da atividade em importantes campos do pré-sal da Bacia de Santos, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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O país produziu 4,711 milhões de barris por dia (bpd) no mês. O volume representa alta de 2,1% em relação ao recorde anterior, registrado em agosto, e de 20,3% na comparação com setembro do ano passado.
Búzios, Tupi e Mero concentram a maior parte da produção
Os campos de Búzios, Tupi e Mero, os maiores produtores do país e operados pela Petrobras, sustentaram o resultado. Búzios manteve a liderança, com 1,19 milhão de bpd. Tupi produziu 879 mil bpd e Mero, 769 mil bpd.
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Juntos, os três campos responderam por mais da metade da produção brasileira de petróleo.
Bacalhau avança e se aproxima da capacidade
O avanço também veio do campo de Bacalhau, operado pela Equinor. Pelos dados da ANP, a plataforma produziu 144,2 mil bpd em setembro, ante 114,1 mil bpd em agosto.
Em meados de setembro, o presidente da Equinor, Anders Opedal, afirmou em uma conferência que a FPSO Bacalhau operava próxima de sua capacidade de 220 mil barris por dia. Segundo ele, a unidade deveria atingir esse patamar de “platô” ainda este ano.
Gás natural também bate recorde, mas parte segue reinjetada
A produção de gás natural chegou a 223,98 milhões de metros cúbicos por dia em setembro, com alta de 1,6% frente a agosto e de 17,5% na comparação anual, também em patamar recorde.
A produção total de petróleo e gás somou 6,12 milhões de boed. Mesmo assim, apenas cerca de 66,4 milhões de metros cúbicos por dia chegaram ao mercado no mês. A reinjeção nos reservatórios permaneceu elevada, acima da metade da produção nacional, prática comum nos campos do pré-sal.
Petrobras, Shell e PPSA na produção por operadora
Como consorciada, a Petrobras produziu cerca de 2,8 milhões de barris por dia de petróleo em setembro. A Shell permaneceu como a segunda maior produtora, com mais de 400 mil barris por dia no mês.
A Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), estatal responsável pela gestão dos contratos de partilha em nome da União, registrou produção próxima de 300 mil barris por dia, reflexo do avanço nos grandes campos da Bacia de Santos.
Editoria:
Redação Economia
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