Pesquisa Atlas: 34% dos brasileiros relatam falta de dinheiro no fim do mês
Pesquisa Atlas mostra que 60% dos que ganham até R 2 mil enfrentam aperto financeiro recorrente.
Um terço dos brasileiros afirma que o dinheiro não foi suficiente para fechar as contas no fim do mês. Dados da pesquisa Atlas Bloomberg, realizada entre 17 e 22 de setembro, mostram que 34% dos entrevistados relataram falta de recursos em pelo menos alguns meses nos últimos 12 meses.
O levantamento detalha que, desse total, 19,6% disseram que a renda foi insuficiente na maioria dos meses, enquanto 13,9% enfrentaram essa situação apenas em alguns períodos. A resposta mais comum, no entanto, foi a de quem conseguiu pagar todas as despesas, mas sem sobra – 30,4% dos participantes.
Já 36% afirmaram que conseguiram economizar em algum momento: 19,7% guardaram dinheiro em alguns meses e 16,3% fizeram isso com regularidade.
Cenário melhorou em relação a abril
Na comparação com a edição anterior da pesquisa, realizada em abril, a situação financeira dos brasileiros mostrou uma leve melhora. A parcela dos que declararam ter conseguido guardar dinheiro subiu de 31,5% para 36% – um aumento de 4,5 pontos percentuais.
No mesmo período, o grupo que relatou falta de dinheiro caiu de 40,2% para cerca de 34%. Também cresceu o percentual dos que disseram pagar as contas mas terminar o mês sem nada: era 28,1% em abril e passou para aproximadamente 30% em setembro.
A pesquisa indica que os números ainda refletem um quadro de aperto para muitos brasileiros. Apesar da redução, a falta de dinheiro ainda atinge mais de um terço dos entrevistados, e o grupo que consegue poupar com regularidade é minoria.
Diferenças profundas entre rendas baixa e alta
A situação varia drasticamente conforme a renda familiar. Entre os entrevistados que ganham até R 2 mil, 42,6% disseram que faltou dinheiro na maioria dos meses e outros 17,5% afirmaram ter faltado em alguns meses – somando 60,1% nessa faixa. Apenas 14% desse grupo conseguiram guardar dinheiro, sendo 6,8% em alguns meses e 7,2% com regularidade.
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Já 25,9% disseram pagar as despesas sem sobra.
No extremo oposto, entre aqueles com renda familiar acima de R 10 mil, o cenário é bem diferente. A maioria, 59,3%, relatou ter conseguido economizar: 26,9% em alguns meses e 32,4% com regularidade. Outros 26,1% pagaram as contas sem sobra e apenas 14,7% enfrentaram falta de dinheiro em algum momento.
Alimentação e contas básicas são os maiores vilões
A pesquisa também perguntou quais itens mais pesam no orçamento. O campeão de citações foi a alimentação, apontada por 40,3% dos entrevistados – os participantes podiam escolher até duas alternativas. Em segundo lugar aparecem as contas básicas, como luz, água, gás e internet, mencionadas por 32,1%.
Dívidas acumuladas e juros altos foram citados por 25%, e impostos por 23,9%.
Gastos com saúde vieram na sequência, com 11,1%. Transporte ou combustível foi citado por 9,5%, serviços por 5,5%, falta de emprego por 5,3%, educação por 4,3% e aluguel ou condomínio por 3,9%.
O levantamento Atlas Bloomberg ouviu 5.015 adultos em todo o país entre 17 e 22 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR 04739/2026.