Pentágono substitui USS Abraham Lincoln por USS George Washington em meio a preocupações com saúde

A troca de porta-aviões busca melhorar as condições da tripulação do USS Abraham Lincoln, que enfrenta desafios de saúde mental e cansaço extremo.

14/08/2026 13:10

3 min

Porta-aviões americano USS Abraham Lincoln
Porta-aviões americano USS Abraham Lincoln

O Pentágono anunciou a substituição do grupo de ataque do porta – aviões USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington. Essa decisão vem à tona em meio a preocupações com o bem – estar da tripulação, que tem enfrentado relatos de cansaço e problemas de saúde mental, levantando questionamentos entre legisladores e familiares.

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A situação foi discutida esta semana no Congresso, onde membros do partido democrata exigiram explicações sobre as condições a bordo. A CNN revelou na quinta – feira (13) que um marinheiro caiu no mar no mês passado, mas foi rapidamente resgatado e submetido a uma avaliação médica, embora as circunstâncias do incidente ainda não tenham sido esclarecidas.

Características do USS Abraham Lincoln

Comissionado em 1989, o USS Abraham Lincoln é o quinto porta – aviões da classe Nimitz, conhecida por seus enormes tamanhos e capacidade operacional. Com quase 335 metros de comprimento e pesando mais de 100 mil toneladas, esses navios são considerados alguns dos maiores do mundo, superados apenas pela classe Ford da Marinha dos EUA.

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O Lincoln conta com dois reatores nucleares que alimentam quatro turbinas a vapor, permitindo que o navio alcance uma velocidade máxima de aproximadamente 56 kmh. A embarcação abriga mais de cinco mil marinheiros e tripulantes, além de suas 90 aeronaves, incluindo os avançados caças F-35 e FA-18.

A capacidade operacional do porta – aviões é impressionante: ele possui quatro catapultas a vapor que conseguem acelerar os jatos a 290 kmh em apenas três segundos. Além disso, o Lincoln produz sua própria água doce, gerando cerca de 1.514.000 litros por dia através de unidades de destilação.

Causas das preocupações com a tripulação

O USS Abraham Lincoln está em missão há mais de 250 dias na região do Oriente Médio, participando ativamente da guerra contra o Irã. Durante esse período prolongado, o navio não atracou em nenhum porto por mais de 200 dias. De acordo com informações do veículo Stars and Stripes, marinheiros e familiares relataram dificuldades como interrupções no serviço postal e longas jornadas de trabalho sem descanso adequado.

Certa vez, um membro da tripulação foi impedido de saltar do navio devido ao estado emocional deteriorado dos colegas. “Já tivemos um caso em que os vigias tiveram que impedir alguém de pular”, comentou um marinheiro sobre a situação preocupante a bordo.

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Pentágono refuta alegações sobre condições precárias

No entanto, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, defendeu as condições a bordo do USS Abraham Lincoln durante uma visita ao Panamá na quinta – feira (13). Ele classificou as alegações sobre as dificuldades enfrentadas pela tripulação como “totalmente distorcidas”.

Hegseth afirmou: “Garantimos que cada navio, cada tripulação e cada capitão tenham tudo o que podemos oferecer a qualquer momento.”

Ele também expressou seu respeito pelos marinheiros: “Algumas missões são mais longas do que outras, e eu tenho o maior respeito e gratidão por esses marinheiros. O que eles fazem em alto – mar, nessas condições adversas e com menos escalas em portos, é incrível”.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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