Venda dos Los Angeles Lakers por R 65 bilhões estabelece novo recorde no mercado esportivo

A venda dos Lakers redefine o mercado esportivo, impulsionando a valorização de franquias e atraindo a atenção de investidores na NBA.

14/08/2026 12:36

3 min

Los Angeles Lakers em dia de jogo
Los Angeles Lakers em dia de jogo

A venda dos Los Angeles Lakers, avaliada em 12,5 bilhões de dólares (cerca de R 65 bilhões), marca um novo recorde no mercado esportivo da América do Norte. O empresário Joshua Kushner e o ex – CEO da Disney, Bob Iger, estão prestes a assumir a equipe, mas o negócio ainda precisa da aprovação do Conselho de Governadores da NBA.

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Este movimento acontece apenas 14 meses após Mark Walter ter adquirido uma participação majoritária na franquia por 10 bilhões de dólares (R 52 bilhões), configurando um aumento impressionante de 25% no valor da equipe em pouco mais de um ano.

O crescimento acentuado no preço dos Lakersestabelece um novo padrão para outros proprietários que buscam avaliar suas franquias. “O Conselho de Governadores da NBA certamente ficará animado com o fato de uma franquia ter aumentado de valor tão rapidamente”, comentou o agente esportivo Leigh Steinberg.

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Para ele, a valorização das franquias amplia o mercado e oferece novas referências para avaliação, beneficiando outras equipes que estão aproveitando essa onda.

Contexto das vendas recordes

A venda dos Lakers se junta a uma série de transações significativas no mundo do esporte. Em julho, o espólio de Paul Allen concordou em vender o Seattle Seahawks por 9,61 bilhões de dólares (aproximadamente R 49,97 bilhões), estabelecendo um novo recorde na NFL.

Da mesma forma, em abril, os San Diego Padres foram vendidos por 3,9 bilhões de dólares (R 20,28 bilhões), também marcando um novo patamar na MLB.

Salvatore Galatioto, especialista em consultoria e finanças esportivas que participou de mais de 120 transações no setor, aponta que a capacidade contínua dos esportes de atrair público aos estádios é um fator decisivo nesse cenário competitivo.

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Os direitos de transmissão televisiva e streaming nos Estados Unidos alcançaram estimativas próximas a 29,5 bilhões de dólares (R 153,4 bilhões) em 2025, quase o dobro do valor registrado há dez anos.

Galatioto destacou ainda que o mercado pode chegar a 37 bilhões de dólares (R 192,4 bilhões) até 2030. “O valor do conteúdo esportivo é um motor vital desse mercado”, afirmou. Ele ressaltou que a natureza única do esporte como conteúdo ao vivo mantém os espectadores engajados e atraídos para as arenas.

Atrações e novos investidores

A recente valorização das franquias ampliou o leque de investidores interessados em adquirir equipes profissionais. Agora não são apenas bilionários tradicionais que fazem parte desse grupo; executivos do setor financeiro também estão cada vez mais envolvidos.

A aquisição realizada por Iger em 2024 de uma participação no Angel City FC por 250 milhões de dólares (R 1,3 bilhão) fez com que o clube se tornasse a equipe feminina mais valiosa do mundo.

No entanto, esse recorde foi superado rapidamente por várias equipes da WNBA, incluindo o Golden State Valkyries — uma nova franquia avaliada em 850 milhões de dólares (R 4,42 bilhões). A parceria entre Iger e Kushner reforça ainda mais seu crescente império esportivo.

Andrew Zimbalist, professor do Smith College e consultor para jogadores e ligas esportivas, observa que enquanto a população cresce e as rendas aumentam nos Estados Unidos, o número total de equipes permanece estável. Isso cria uma escassez que é fundamental para entender o mercado das franquias esportivas.

Impacto das apostas esportivas

A expansão das apostas esportivas também tem contribuído para aumentar o envolvimento dos torcedores. Desde que a Suprema Corte dos EUA legalizou as apostas há oito anos, as ligas têm se adaptado rapidamente à nova realidade. As apostas estão agora disponíveis tanto nos celulares quanto nas arenas.

Zimbalist menciona que essa mudança representa um pacto complexo: embora as apostas possam prejudicar a credibilidade do esporte ao levar atletas a violar regras relacionadas ao jogo responsável, elas também impulsionam o público nos eventos ao vivo e na transmissão online.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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