Peixe BR reporta crescimento no consumo de peixes de cultivo no Brasil impulsionado pela Quaresma

Crescimento no consumo de peixes de cultivo reflete a importância da piscicultura como fonte de proteína, apesar dos desafios no mercado internacional.

26/06/2026 10:41

3 min

Tilápia em cativeiro
Tilápia em cativeiro

No primeiro semestre de 2026, o consumo de peixes de cultivo no Brasil apresentou um desempenho positivo, impulsionado pela Quaresma. Segundo a Peixe BR, a tilápia se destacou como o peixe mais consumido no país, respondendo por cerca de 70% da produção aquícola nacional.

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O tambaqui, um peixe nativo, também se mostrou popular entre os consumidores.

Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR, afirmou que esse crescimento evidencia a consolidação da piscicultura como uma importante fonte de proteína animal para a população.

Cenário das exportações

Enquanto isso, o mercado internacional apresenta desafios. Medeiros explica que a expectativa de retorno com a redução da tarifa para 10% não se concretizou, pois essa mudança beneficiou a todos os produtores. Com uma nova tarifa de 25%, o cenário ficou mais cauteloso.

Ele acredita que uma possível recuperação nas exportações pode ocorrer no segundo semestre de 2026, mas isso dependerá das decisões de política externa entre Brasil e Estados Unidos.

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Desafios regulatórios do setor

Ainda em 2026, o setor enfrentou desafios regulatórios significativos. Um dos principais foi a inclusão do tambaqui na lista do Governo Federal. Embora essa medida tenha um foco na conservação ambiental, a Peixe BR alerta que isso pode acarretar restrições à importação do pescado cultivado em mercados internacionais.

Por outro lado, a tilápia também vivenciou dificuldades. Uma proposta em discussão na Conabio, Ibama e Ministério do Meio Ambiente busca classificá – la de maneira que poderia limitar seu crescimento e dificultar sua produção e comercialização devido aos compromissos internacionais do Brasil sobre espécies invasoras.

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Impactos da importação de tilápia

A abertura para importação de tilápia é outra preocupação do setor produtivo. A Peixe BR argumenta que essa decisão faz parte das negociações comerciais sobre carnes brasileiras e não leva em conta as diferenças na competitividade entre os países envolvidos.

Medeiros destaca que a importação nas condições atuais afeta negativamente as vendas do filé de tilápia no Brasil. Apesar dos custos semelhantes de produção entre Vietnã e Brasil, as políticas de estímulos e subsídios do governo vietnamita permitem que seus produtos cheguem ao mercado brasileiro com preços mais baixos que os praticados localmente.

Além disso, há preocupações relacionadas aos riscos sanitários.

Expectativas para o futuro

Apesar das incertezas atuais, a Peixe BR mantém uma perspectiva otimista para os próximos meses. Historicamente, o consumo de pescado tende a crescer no final do terceiro trimestre com o aumento das temperaturas nas regiões Sul e Sudeste.

Medeiros conclui afirmando que “o consumo continua aquecido” e reflete um comportamento observado na última década no mercado de peixes de cultivo. Ele espera uma recuperação natural com a chegada das temperaturas mais altas e uma possível retomada das exportações caso as questões regulatórias e comerciais se estabilizem.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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