IFI apresenta relatório fiscal preocupante e projeta crescimento de 2% em 2026

A IFI alerta para déficits primários permanentes e um crescimento econômico modesto de 2% em 2026, destacando desafios fiscais e aumento da dívida pública.

25/06/2026 14:42

2 min

Imagem de moedas e cédulas de Real
Imagem de moedas e cédulas de Real

A IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado apresentou nesta quinta – feira (25) o Relatório de Acompanhamento Fiscal referente a junho, que revela um panorama “preocupante e desafiador” para o futuro do próximo governo. O documento destaca a ocorrência de déficits primários anuais que tendem a se tornar permanentes, dificuldades no atendimento das metas fiscais e limitações no teto de gastos.

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Para o crescimento econômico, as previsões indicam um aumento de 2% em 2026 e 1,8% em 2027, com uma estabilização média de 2,3% nos anos seguintes.

Desafios econômicos e projeções inflacionárias

Segundo o relatório, o ambiente macroeconômico está sob pressão devido a uma inflação estimada em 5,0% para este ano, além de juros reais que devem continuar altos, com a taxa Selic diminuindo de 14,0% ao ano em 2026 para 12,0% em 2027. Essa situação levanta preocupações sobre a capacidade do governo de manter as finanças sob controle.

O documento também menciona um desequilíbrio crescente entre receitas e despesas. A receita primária líquida deve reduzir – se de 18,9% do PIB em 2026 para 18,3% ao longo do período projetado. Em contrapartida, as despesas primárias estão previstas para aumentar, alcançando um pico de 19,9% do PIB em 2032.

A IFI ressalta que essa dinâmica diverge das estimativas contidas no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, atualmente em tramitação no Congresso. Isso sugere que o cumprimento das metas fiscais estabelecidas no arcabouço atual será dificultado pela recorrência dos déficits primários.

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Dívida pública e riscos futuros

Outro aspecto alarmante abordado pela IFI é a trajetória da dívida pública. De acordo com o relatório, a DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral), que estava em 80,1% em abril de 2026, deverá subir para 82,5% até o final deste ano e pode atingir até 115% do PIB em 2036.

Os diretores da instituição, Marcus Pestana e Alexandre Andrade, alertam que mesmo com uma leve melhora nas previsões anteriores, a situação do endividamento pode se tornar insustentável a médio prazo.

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Para estabilizar essa relação entre dívida e PIB, seria necessário alcançar um superávit primário anual de pelo menos 2,1%. Além disso, a revisão dos cenários da IFI considera os impactos dos aumentos nos preços do petróleo devido a conflitos no Oriente Médio e os efeitos da implementação efetiva da reforma tributária sobre o consumo.

Conclusão sobre o cenário fiscal

O relatório da IFI delineia um quadro fiscal desafiador que exigirá atenção redobrada por parte do próximo governo na gestão das contas públicas e na implementação de políticas econômicas eficazes.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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