Pegadas humanas em dunas de gesso nos EUA reescrevem história da migração para América

Pegadas fossilizadas em White Sands indicam presença humana mais antiga que o esperado na América do Norte.

22/09/2026 18:22

3 min

Pegadas humanas fossilizadas estão espalhadas pelas dunas de gesso do Parque Nacional White Sands, no Novo México.
Pegadas humanas fossilizadas estão espalhadas pelas dunas de ges...

Pegadas fossilizadas descobertas no Parque Nacional de White Sands, nos Estados Unidos, estão reescrevendo a história da chegada dos primeiros humanos à América do Norte. As marcas, que incluem rastros de mamutes e preguiças – gigantes, foram encontradas em meio às dunas do parque e indicam uma presença humana muito mais antiga do que se imaginava.

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De acordo com o Serviço Nacional de Parques, as pegadas fossilizadas representam um momento crucial para a compreensão dos primeiros povos a se estabelecerem no continente. A descoberta desafia teorias anteriores e coloca White Sands como um dos sítios arqueológicos mais importantes para o estudo da migração humana.

As pegadas que contam uma nova história

Entre os vestígios encontrados, estão pegadas humanas fossilizadas em forma de crescente, ao lado de rastros de uma preguiça – gigante – de – harlan e de mamutes. A equipe do parque, liderada pelo especialista Bustos, trabalha na limpeza e preservação das marcas recém – descobertas.

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Cada pegada revela detalhes sobre o comportamento e a convivência entre humanos e a megafauna da época.

Bustos acompanhou a jornalista da CNN, Erica Hill, em uma caminhada pelas dunas para mostrar o local exato das descobertas. Durante o trajeto, ele explicou como as condições geológicas de White Sands permitiram a preservação das marcas por milênios.

As pegadas, segundo os especialistas, oferecem um registro direto da passagem dos primeiros habitantes da região.

A análise das pegadas fossilizadas sugere que humanos e animais pré – históricos dividiam o mesmo espaço em busca de água e alimento. Os rastros de mamutes, por exemplo, indicam que esses animais enormes circulavam pela área ao mesmo tempo que os grupos humanos.

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Essa interação, antes apenas teorizada, agora tem evidências físicas no solo do parque.

White Sands e o legado fossilizado

O Parque Nacional de White Sands, conhecido por suas dunas brancas de gesso, guarda um dos maiores acervos de pegadas fossilizadas do mundo. As marcas, que incluem desde pequenos roedores até grandes preguiças – gigantes, estão espalhadas por uma vasta área.

O Serviço Nacional de Parques tem investido na proteção desses vestígios, que são frágeis e podem ser destruídos pelo vento e pela erosão.

A descoberta recente, divulgada com imagens cedidas pelo Serviço Nacional de Parques, reforça a importância de White Sands como um laboratório natural para paleontólogos e arqueólogos. Cada nova pegada encontrada ajuda a montar o quebra – cabeça da ocupação humana nas Américas.

Para os cientistas, o trabalho de campo é minucioso e exige paciência, já que as marcas muitas vezes estão cobertas por camadas de areia.

O impacto da descoberta vai além dos círculos acadêmicos. As pegadas fossilizadas atraem a atenção do público e da imprensa internacional, como a visita da CNN ao local. A história contada no chão de White Sands, aos poucos, ganha o mundo e muda a forma como entendemos o passado remoto do continente.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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