PDT, de Carlos Lupi, repudia saída de Flávio Bolsonaro para os EUA e a chama de “ilegal”

Nota cobra rigor nos inquéritos do senador, que perdeu a eleição para Lula, não reconhece a derrota e teve o passaporte recolhido por ordem de Moraes.

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O PDT publicou na terça-feira (27) uma nota de repúdio à saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Assinada por Carlos Lupi, presidente nacional do partido, a nota chama a viagem de “ilegal” e diz que a atitude se baseia em “falsas alegações” contra os sistemas eleitoral e jurídico.

A saída ocorreu depois de o senador perder a disputa pela Presidência e de afirmar, antes, que não pretendia deixar o país.

Flávio não reconhece derrota e fala em anulação

Na domingo (25), o senador perdeu a corrida presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Logo depois, ele disse à imprensa que não reconhecia a derrota e que ia pedir a anulação do pleito.

Na segunda-feira (26), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que Flávio entregasse o passaporte à Polícia Federal em até 24 horas. A ordem faz parte do inquérito que apura denúncias de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

No mesmo inquérito é investigado o advogado e amigo de Flávio, Willer Tomaz.

PDT cita condenações de Bolsonaro e cobra rigor nas apurações

Na nota, o partido lembra as condenações de Jair Bolsonaro e de seus aliados pela tentativa de golpe de estado, em 8 de janeiro de 2023. Para o PDT, “nenhum projeto de poder está acima da lei”, e o caso do filho deve seguir o mesmo caminho do pai.

O partido afirma que os inquéritos em que Flávio é investigado devem avançar “com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal”. A sigla também diz defender o resultado das urnas, a Constituição e as instituições republicanas.

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Ao final, a nota reafirma o compromisso do PDT com a democracia e com a soberania nacional, e cita o legado de Leonel Brizola.

Eleição teve votação prorrogada por duas horas

Em todo o país, a votação foi prorrogada por duas horas por causa de condições climáticas e da falta de transporte público em algumas regiões.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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