PCC teria influência em 12 das 22 empresas de ônibus de SP; Milton Leite está entre 16 indiciados

Inquérito da Polícia Civil na Operação Vectura Corrupta também apura suposto financiamento de campanhas pelo facção, e o ex-vereador, preso desde setembro.

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Milton Leite durante homenagem na Câmara Municipal de São Paulo, em 11 de dezembro de 2024 | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Milton Leite durante homenagem na Câmara Municipal de São Paulo,...
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O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), está entre os 16 indiciados pela Polícia Civil na Operação Vectura Corrupta. O inquérito investiga a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em empresas de transporte coletivo da capital paulista e foi apresentado no sábado (7).

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Milton Leite está preso temporariamente desde que se entregou na Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, em 18 de setembro. Ele aparece citado diversas vezes no inquérito como suposto responsável direto pela operação de empresas de ônibus ligadas à facção.

PCC teria controle sobre 12 de 22 empresas de ônibus

As investigações indicam que a facção teria influência ou controle sobre 12 das 22 empresas de ônibus que atuam na cidade de São Paulo. Companhias de municípios do ABC Paulista e da Baixada Santista também entram na apuração.

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Entre as investigadas está a Transwolff. A Polícia Civil relata que alguns dos investigados ouvidos afirmaram que, na prática, a empresa pertenceria a Milton Leite. O ex-vereador nega a suspeita.

Por outro lado, o Ministério Público aponta que declarações de policiais militares, colhidas em um procedimento que tramita no Tribunal de Justiça Militar, o colocam como suposto dono de fato da Transwolff. A defesa do ex-vereador não se manifestou até a publicação.

Investigação mira financiamento de candidaturas

O inquérito também apurou possíveis ligações entre integrantes do PCC e agentes políticos. Um dos focos é o suposto financiamento de candidaturas pela facção, sobretudo nas eleições municipais de 2024, em Praia Grande, no litoral paulista, além de pleitos realizados neste ano.

Para as autoridades, a organização buscaria ampliar sua influência na administração pública por meio do custeio de candidatos e da aproximação com representantes políticos.

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Polícia Civil ainda analisa materiais e possíveis envolvidos

A Dise de Mogi das Cruzes conduziu a investigação com base em análises de celulares, documentos, registros financeiros, depoimentos e provas compartilhadas judicialmente. O objetivo foi mapear como o PCC atuava nas empresas de transporte e nas articulações que poderiam beneficiar a facção no poder público e no meio político.

O documento aponta o uso de pessoas em posições intermediárias para esconder os supostos responsáveis pelos negócios. Também cita pagamentos a integrantes do PCC e possíveis interferências em processos licitatórios e no financiamento de candidaturas.

Mesmo com a conclusão do inquérito e os 16 indiciamentos, a investigação segue. A Polícia Civil pretende analisar materiais pendentes, aprofundar as suspeitas de lavagem de dinheiro e identificar a possível participação de outras pessoas e empresas no esquema.

Depois, o relatório será submetido à análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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