Paulo Gonet avalia prisão domiciliar para Heleno e outros envolvidos em caso de golpe

Procurador Gonet autoriza prisão domiciliar de Augusto Heleno após exames. Investigação aponta plano de golpe de Estado envolvendo ex-ministros e militar.

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Foto: Reprodução

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu um parecer favorável à concessão de prisão domiciliar para o general Augusto Heleno, que atuou como ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo do Partido Liberal (PL).

A decisão surge após exames de corpo de delito realizados após a detenção do militar de 78 anos, determinada pelo Supremo Tribunal Federal na terça-feira (25.nov.2025).

Investigação sobre Plano de Golpe

Heleno foi preso como parte de investigações que identificaram um “núcleo crucial” de uma organização criminosa, com o objetivo de impedir a saída de Jair Bolsonaro do poder após as eleições de 2022. As investigações apontam para um plano de golpe de Estado.

Argumentos do Procurador-Geral

Gonet argumenta que a situação de saúde de Heleno justifica uma reavaliação da sua custódia. O procurador-geral destaca que a decisão se assemelha a casos em que outros condenados receberam prisão domiciliar por razões humanitárias, concedidas pelo STF.

Ele enfatiza a necessidade de flexibilizar a situação do ex-ministro, considerando sua idade e o quadro de saúde, que pode ser comprometido se mantido distante de seu lar.

Penas e Condenações de Outros Envolvidos

Outros indivíduos envolvidos no caso também cumprem penas em diferentes unidades. O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses, está na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O ex-ministro da Justiça Anderson Torres cumpre 24 anos na Penitenciária Federal da Papuda.

O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, recebeu pena de 24 anos e está na Estação Rádio da Marinha na capital federal. O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, cumpre 26 anos na 1ª Divisão do Exército, na Vila Militar do Rio de Janeiro.

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O general Paulo Sérgio Nogueira, que ocupou o Ministério da Defesa, também foi encaminhado ao Comando Militar do Planalto para cumprimento de sua sentença, assim como Heleno.

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