Alelo, Ticket e VR Benefícios: cartões valem em qualquer maquininha habilitada a partir do dia 7

Regra do PAT amplia a rede de aceitação, mas só vale para estabelecimentos já habilitados e não muda o valor do benefício pago aos trabalhadores.

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VR e VA em qualquer maquininha? Veja o que muda | Foto: Reprodução/Seu Dinheiro
VR e VA em qualquer maquininha? Veja o que muda | Foto: Reproduç...
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A partir do sábado (7), cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) devem ser aceitos em qualquer maquininha habilitada, independentemente da operadora. A mudança faz parte de uma nova regra do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

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Na prática, cartões de empresas como Alelo, Ticket e VR Benefícios podem passar a funcionar em uma rede maior de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos. A regra, porém, não obriga todo comércio a aceitar esses benefícios, e vale apenas para quem já está habilitado a recebê-los.

Maquininhas devem aceitar cartões de operadoras diferentes

A principal novidade é a interoperabilidade, termo técnico para uma mudança simples de entender. Até agora, cada benefício dependia de uma rede credenciada e de sistemas próprios de cada operadora, então um restaurante podia aceitar uma bandeira e recusar outra.

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Com as novas regras, as maquininhas habilitadas precisam processar cartões de diferentes operadoras, como já ocorre com cartões de débito e crédito. O governo quer ampliar as opções do trabalhador e estimular a concorrência entre as empresas de benefícios.

Essa parte está prevista em um decreto assinado em novembro de 2025, que atualizou o PAT.

Quem pode usar o vale em qualquer lugar?

Nem todo estabelecimento está obrigado a receber VR ou VA. Para aceitar o pagamento, o comércio precisa estar habilitado para essa modalidade, e apenas estabelecimentos habilitados entram na conta. A mudança derruba barreiras entre bandeiras, mas não transforma qualquer maquininha em terminal apto a receber vales.

A integração também depende de os sistemas das operadoras conversarem com as empresas que fabricam e administram os equipamentos de pagamento. Enquanto esse ajuste não termina, o consumidor pode enfrentar dificuldades com determinados cartões.

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O valor do benefício não muda com o decreto. Ele não fixa aumento nem redução automática do que as empresas pagam aos funcionários. A finalidade dos cartões também segue a mesma: o VR serve para refeições prontas, em restaurantes e estabelecimentos habilitados, enquanto o VA é usado na compra de alimentos, sobretudo em supermercados.

Por isso, os recursos não podem ser usados em roupas, eletrodomésticos ou outros produtos sem relação com alimentação.

Teto de 3,6% para taxas e repasse em até 15 dias

As mudanças também atingem os comerciantes. O decreto estabelece um teto de 3,6% para as taxas cobradas sobre as transações feitas com cartões vinculados ao PAT. Dentro desse limite, a tarifa de intercâmbio, paga entre participantes do sistema de pagamentos, fica restrita a 2%.

Outra mudança afeta o caixa do comércio. Antes, o dinheiro das vendas podia demorar cerca de 30 dias para cair. Agora, o repasse deve ocorrer em até 15 dias corridos. O governo espera que a queda de custos e a maior disputa entre operadoras beneficiem os lojistas e, com o tempo, pesem menos nos preços pagos pelo consumidor.

Abrasel e ABBT apontam obstáculos e preocupações

Apesar de o prazo para a interoperabilidade já ter chegado, a implementação enfrenta resistência. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das operadoras de cartões e das empresas responsáveis pelas maquininhas ainda não estão totalmente integrados.

Na prática, alguns estabelecimentos podem continuar com dificuldades para processar pagamentos de bandeiras diferentes, mesmo com a regra já em vigor.

A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) também demonstrou preocupação. A entidade avalia que a ampliação das redes de aceitação pode dificultar a fiscalização dos estabelecimentos que usam esses sistemas. As novas exigências já foram alvo de disputas na Justiça.

Operadoras tradicionais como Alelo, Ticket, VR e Pluxee chegaram a conseguir decisões favoráveis contra algumas punições, mas essas medidas acabaram revertidas depois.

As operadoras que não cumprirem as exigências podem sofrer sanções administrativas e financeiras, entre elas multas, autuações e até o descredenciamento do PAT. Para o trabalhador, a expectativa é ganhar mais liberdade na hora de escolher onde usar o cartão.

Até que a integração esteja completa, vale confirmar com o estabelecimento se ele aceita a bandeira do seu benefício antes de fazer a compra.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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