Parque do Biribiri: Concessão privada gera atrito em Diamantina e mobiliza comunidade
O debate sobre o Parque do Biribiri: concessão privada em xeque
Na Serra do Espinhaço, um conflito histórico parece se repetir. Duas décadas após a criação de um parque, a proposta de concessão do Parque do Biribiri reacende a tensão entre a visão do Estado e o direito das comunidades locais ao seu território.
O projeto do governo de Minas Gerais de ceder o parque à iniciativa privada por 30 anos tornou-se o principal ponto de atrito político e social em Diamantina.
Enquanto o Estado segue com o cronograma de licitação, o movimento popular “Nosso Biribiri” alerta que a cobrança popular chegará às urnas. Pressionado, o Executivo municipal demonstrou divisão: sem autorização formal, o vice-prefeito compareceu para se posicionar pessoalmente contra o projeto, evidenciando o silêncio institucional da prefeitura.
Detalhes da proposta de concessão e críticas populares
A proposta, elaborada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estima um valor de contrato de R$ 38,3 milhões ao longo de três décadas. O anexo do projeto prevê a transferência da gestão para a iniciativa privada, criando “núcleos” turísticos com infraestrutura completa, como lanchonetes e centros de visitantes.
As preocupações são amplas. Os manifestantes apontam que a concessão pode desvirtuar o uso do espaço. A mobilização popular exige transparência e o respeito ao patrimônio ambiental, questionando a viabilidade econômica versus o valor social do parque.
A pressão popular é constante. A comunidade exige um diálogo real e a revisão do modelo de concessão, defendendo que o parque deve ser gerido com foco na preservação e no benefício coletivo, e não apenas no lucro privado.
Para o movimento, o parque deve ser um bem público, e não um ativo privado.
Editoria:
Redação Clique Fatos
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