Paramount adia fusão com Warner Bros. Discovery e pode estender prazo até 2027

A Paramount busca garantir a viabilidade da fusão com a Warner Bros. Discovery enquanto enfrenta desafios legais e possíveis multas significativas.

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Logos da Paramount e da Warner Bros | Foto: Reuters
Logos da Paramount e da Warner Bros | Foto: Reuters

A Paramount anunciou que a fusão com a Warner Bros. Discovery sofrerá um adiamento de alguns meses, podendo ser estendida até 2027. O motivo da demora são as ações judiciais propostas por procuradores-gerais estaduais e pelo sindicato dos roteiristas dos Estados Unidos, conhecido como Writers Guild of America.

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Em declaração feita nesta sexta-feira (24), a Paramount informou que optou por não finalizar a fusão até que ocorra um julgamento antitruste ou até 1º de junho de 2027 — o que acontecer primeiro.

Se o negócio for postergado até essa data, a Paramount poderá enfrentar multas que podem chegar a US$ 1,7 bilhão, destinadas aos acionistas da Warner Bros. A penalidade será de US$ 7 milhões por dia se a fusão não for concluída até 30 de setembro.

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O acordo atual entre as duas empresas expira em 4 de março, mas existe uma possibilidade de extensão automática até 4 de junho de 2027. Essa nova decisão inviabiliza os planos originais da Paramount para assumir o controle da Warner antes do final de setembro.

Críticas e reações ao adiamento

O adiamento foi bem recebido pelos críticos do negócio. No mercado, as ações da Paramount e da WBD fecharam em queda após o anúncio. Contudo, esse atraso não impede que as partes envolvidas busquem um acordo para viabilizar a fusão, embora não haja sinais claros de que os processos estejam avançando nesse sentido.

Atualmente, o projeto que poderia unir dois dos maiores estúdios de Hollywood está paralisado. De acordo com documentos do processo, as partes agora devem estabelecer um cronograma para o julgamento das alegações antitruste, com uma proposta prevista para ser apresentada na próxima sexta-feira (31.

A posição da Paramount e os desafios legais

A Paramount considerou o adiamento uma “vitória significativa” para a empresa, afirmando que isso representa um caminho direto para um julgamento baseado em provas. Em comunicado, a empresa destacou: “Essa é a maneira mais rápida e clara de provar que esta transação é benéfica para a concorrência, para os consumidores e para os criadores — uma conclusão já alcançada por dezenas de autoridades de defesa da concorrência ao redor do mundo”.

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No entanto, analistas veem essa situação como um grande revés, aumentando a incerteza em torno do negócio. O atraso pode ter custos altos para a Paramount; segundo o acordo de fusão, ela deve aos acionistas da Warner Bros. Discovery uma taxa adicional de 25 centavos por ação a cada trimestre em que a transação permanecer pendente após 30 de setembro.

Recentemente, o Departamento de Justiça dos EUA aprovou a fusão e na quarta-feira (22), a Comissão Europeia concedeu uma aprovação condicional. Esta última exigiu várias concessões por parte da Paramount, incluindo sua saída de uma joint venture com a Universal na Europa.

As ações judiciais lideradas pela Califórnia são vistas como o principal obstáculo à fusão; uma coalizão composta por 12 procuradores-gerais estaduais argumenta que este negócio diminuiria a concorrência e prejudicaria os consumidores.

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