Paquistão critica a concessão do Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump

O governo do Paquistão classificou os bombardeios como violação um dia após anunciar que indicaria Trump como mediador no conflito com a Índia.

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Foto: Reprodução

O Paquistão censurou os ataques autorizados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), contra o Irã e considerou uma violação do direito internacional. A declaração foi feita na segunda-feira (23.jun.2025), um dia após o país anunciar que Trump receberia o Prêmio Nobel da Paz por seu papel no conflito paquistanês com a Índia.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, teria telefonado para o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e transmitido a condenação do Paquistão aos ataques dos EUA. As informações são da Reuters.

O Ministério das Relações Exteriores paquistanês defendeu a diplomacia como a única via para solucionar a crise relacionada ao programa nuclear iraniano. “A escalada sem precedentes de tensão e violência, decorrente da agressão em curso contra o Irã, é profundamente preocupante. Qualquer nova escalada de tensões terá implicações severamente danosas para a região e além”, declarou o ministério.

Em Karachi, a maior cidade do Paquistão, manifestantes, em sua maioria muçulmanos xiitas, protestaram contra os bombardeios no dia 22 de junho. O lema utilizado era “O Paquistão está com o Irã”. Os participantes pisaram em bandeiras dos EUA e de Israel.

De acordo com a Reuters, o ministro da Informação e o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão não responderam às perguntas sobre a aparente inconsistência nos posicionamentos do país no fim de semana.

O governo paquistanês, no sábado (21.jun), ao anunciar a indicação de Trump ao Nobel da Paz, qualificou o presidente norte-americano como “um verdadeiro pacificador” que “demonstrou grande visão estratégica e um estadista excepcional” por seu papel na resolução do conflito de 4 dias com a Índia no mês anterior.

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