Marco Rubio vai deixar o governo Trump? Secretário de Estado nega e diz que gosta do trabalho

Segundo a Bloomberg, Rubio teria discutido o futuro com a Casa Branca após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato.

3 min

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio 08/10/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio 08/10/2025 REUTERS/Eve...
▼

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, avalia deixar o cargo, segundo a agência Bloomberg, que publicou a informação na quinta-feira (5). Rubio negou a notícia depois da publicação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a reportagem, Rubio teria conversado com integrantes da Casa Branca sobre o seu futuro após a derrota expressiva dos republicanos nas eleições de meio de mandato, na terça-feira, diante da possibilidade de ser candidato a presidente em 2028.

Fontes que pediram anonimato disseram à Bloomberg que ele ainda não tomou nenhuma decisão e que não há previsão de saída.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rubio nega planos de saída e diz que ficará com Trump

Em entrevista ao New York Times, Rubio afirmou que trabalhar para Donald Trump até o fim do mandato “sempre foi o plano”. Ele disse não saber a origem dos boatos e declarou gostar do trabalho que faz.

Rubio também ironizou a notícia e disse que costuma rir quando alguém afirma que ele vai deixar o emprego, perguntando de qual deles se trata.

A Bloomberg relata ainda que, depois de comunicar que poderia renunciar, Rubio foi convidado a permanecer no cargo.

Saídas no fim de mandato são comuns, aponta a Bloomberg

Segundo a agência, não é raro que membros do gabinete e funcionários de alto escalão deixem o governo quando ele entra na fase final, sobretudo após uma grande derrota nas urnas.

Leia também

Uma saída antes de janeiro permitiria a Trump indicar um substituto antes que os democratas assumam o controle do Senado, com poder para vetar indicações do presidente.

Democratas preparam pressão sobre Trump no novo Congresso

Após a derrota nas eleições de meio de mandato, Trump enfrenta uma nova realidade política. A oposição democrata pretende usar suas maiorias no próximo Congresso para abrir investigações, encerrar a guerra no Irã e pôr fim às tarifas impostas pelo presidente.

A apuração dos votos segue em andamento e definirá o tamanho da maioria democrata. No Senado, a expectativa é de pelo menos 54 das 100 cadeiras, com resultados ainda pendentes em Mississippi e Alasca. Na Câmara, que tem a prerrogativa de iniciar os debates orçamentários, os democratas já ultrapassaram 250 cadeiras, de um total de 435.

O provável líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou na quinta-feira que o novo Congresso vai responder às preocupações dos eleitores sobre “custos, caos e corrupção”, com ou sem a colaboração de Trump. Schumer disse que o partido tentará derrubar as tarifas, encerrar a guerra contra o Irã, proibir autoridades federais eleitas de negociar ações na bolsa e limitar os custos ao consumidor decorrentes da expansão dos data centers.

Schumer também afirmou que os republicanos terão de decidir se colaboram com a oposição ou se caminham para mais uma derrota nas urnas. “Se Trump passar o próximo ano vetando leis para reduzir custos e acabar com a corrupção, essa última eleição, essa catástrofe republicana de terça-feira, parecerá um bom dia em comparação com o que ocorrerá na eleição de 2028”, disse.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!