Países árabes e Irã discutirão rota para Ormuz, diz presidente

Reunião em Omã busca entendimento sobre trajeto e deve comunicar decisão à organização marítima internacional.

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Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (12) que países árabes vão se reunir em Omã na próxima segunda-feira (14) para discutir uma rota para o Estreito de Ormuz. A declaração foi dada à emissora India Today TV, durante a cúpula do Brics em Nova Délhi. Segundo Pezeshkian, os participantes vão buscar um entendimento sobre o trajeto e pretendem comunicar a situação à organização marítima internacional competente.

Mais cedo, porém, uma autoridade iraniana que falou sob condição de anonimato minimizou as expectativas para o encontro. A fonte disse que não se espera que a reunião de segunda-feira resulte em um acordo assinado sobre a via navegável bloqueada.

O encontro foi convocado por Omã e deve servir como um fórum para debater outras questões regionais, além do estreito.

Impacto no mercado de petróleo

O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o comércio global de energia. Antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em fevereiro, cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo passava pelo local. A situação se agravou na última semana, quando os preços globais do petróleo dispararam.

A escalada aconteceu depois que os EUA e o Irã trocaram disparos contra navios – tanque em Ormuz. Ao mesmo tempo, os houthis, grupo aliado do Irã no Iêmen, avançaram em direção a outra rota crucial de petróleo no Oriente Médio: o Estreito de Bab el – Mandeb, que fica no lado oposto da Península Arábica.

Crise múltipla no Oriente Médio

A situação no Estreito de Ormuz não é um fato isolado. A ofensiva dos houthis contra Bab el – Mandeb representa uma pressão adicional sobre as rotas de abastecimento de petróleo, criando um cenário de crise logística e geopolítica na região.

Os dois estreitos são considerados pontos de estrangulamento para o comércio marítimo global.

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O encontro em Omã, embora não deva gerar uma solução imediata, sinaliza a preocupação dos países árabes com a instabilidade.

Por enquanto, o mercado internacional segue atento aos próximos passos das potências envolvidas.

A comunidade internacional, por sua vez, aguarda os desdobramentos com cautela, enquanto os preços do barril continuam voláteis.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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