ONU condena mortes de civis em Gaza e exige proteção de instalações de saúde após ataque a hospital
A ONU (Organização das Nações Unidas) fez uma forte condenação nesta segunda-feira (3) em relação às mortes de civis em Gaza, sublinhando a necessidade de proteger instalações de saúde. A declaração veio após um ataque que danificou uma unidade de armazenamento médico nas proximidades do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa.
O vice-porta-voz da ONU, Farhan Haq, revelou que a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que o ataque ocorrido no sábado (1º) destruiu suprimentos médicos essenciais entregues pela entidade e causou danos menores à estrutura do hospital.
Haq também mencionou que os ataques aéreos, bombardeios e disparos continuaram em diversas áreas de Gaza ao longo do fim de semana, resultando em dezenas de mortos, entre eles crianças e outros civis. “Condenamos todas as mortes de civis”, afirmou Haq aos jornalistas, reforçando que instalações de saúde “jamais devem ser atacadas ou militarizadas”.
Consequências dos ataques em Gaza
No último sábado, o Exército de Israel foi responsável pela morte de dois palestinos durante ataques aéreos em Gaza, além da destruição de dois armazéns próximos a um hospital onde, segundo informações, eram armazenados medicamentos. Esses eventos ocorreram em meio à incerteza sobre um possível acordo com o Hamas relacionado ao desarmamento do grupo.
Autoridades de saúde palestinas confirmaram que as vítimas fatais foram registradas na região de Sheikh Radwan, localizada na Cidade de Gaza. De acordo com um porta-voz militar israelense, os alvos dos ataques eram militantes do Hamas; no entanto, ele não forneceu mais detalhes sobre as operações.
O Ministério da Saúde de Gaza reportou que julho registrou 150 mortes, incluindo muitos civis. Esse é considerado o maior número mensal de vítimas até agora neste ano.
Situação crítica na saúde pública
A situação em Gaza se agrava com a constante violência e os ataques à infraestrutura médica.
A continuidade dos confrontos gera uma crise humanitária crescente.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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