Omã sedia reunião entre Irã e países do Golfo sobre Estreito de Ormuz na segunda (14)

Diplomatas do Golfo e chanceler iraniano discutem em Omã proposta de pagamento para tráfego no estreito.

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Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reúne com o ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr al-Busaidi, em Teerã 25 de agosto de 2026 Divulgação via REUTERS | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Diplomatas de alto escalão de países árabes do Golfo vão se encontrar com o chanceler do Irã na próxima segunda-feira (14), em Omã. O tema central da conversa será a gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi confirmada à CNN por uma fonte regional que acompanha as negociações.

De acordo com essa fonte, os chanceleres devem discutir um acordo que vem sendo costurado entre o Irã e Omã para administrar a movimentação de navios na via navegável. A reunião, revelada inicialmente pelo jornal Financial Times, já teve reflexos no mercado de petróleo.

Os contratos futuros do Brent, referência global, caíram mais de 3% nesta sexta-feira (11), revertendo parte da forte alta registrada no começo da semana.

O que o Irã quer com o estreito

Teerã busca um papel formal na regulamentação da passagem pelo estreito. Atualmente, Omã é o único outro país com costa ao longo dessa via, o que torna o diálogo entre os dois vizinhos essencial para qualquer mudança nas regras de navegação.

Enquanto as nações da região sustentam que as embarcações devem navegar livremente pelo local, o Irã propôs um sistema de pagamento para navios que transitam pelo estreito.

Não está claro se todos os seis países que compõem o Conselho de Cooperação do Golfo estarão presentes na reunião de segunda-feira. A fonte afirmou que o encontro é uma iniciativa de Omã.

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Primeiro encontro desde a guerra

A reunião em Omã ganha ainda mais relevância por marcar o primeiro contato direto entre todas essas autoridades desde o início da guerra envolvendo os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica. O conflito teve início no final de fevereiro, segundo a fonte.

Agora, com a reunião agendada, o mercado reage com otimismo cauteloso. A queda de mais de 3% nos futuros do Brent reflete a expectativa de que um acordo de gestão do tráfego marítimo possa ser alcançado, evitando novos bloqueios e garantindo a estabilidade do fluxo de petróleo na região.

A proposta iraniana de cobrar pedágio dos navios que passam pelo estreito é um dos principais entraves.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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