Ucranianos lutam contra a Rússia em deserto africano no Mali

O calor no deserto do norte do Mali passa frequentemente de 43°C durante o dia. À noite, a temperatura cai bruscamente. A água é escassa, e a poeira e a areia se infiltram em todo lugar.
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Cerca de 15 especialistas ucranianos foram destacados ao país governado por uma junta na região do Sahel africano. A missão é auxiliar forças rebeldes locais que combatem tropas russas — parte da estratégia de Kiev de enfraquecer seu inimigo onde quer que ele atue.
Em conversas com soldados e oficiais ucranianos envolvidos em operações no Mali e na Líbia, a CNN pôde revelar pela primeira vez a extensão dessas operações em outros continentes.
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Guerra de drones no Sahel
Esse grupo de elite de operadores de drones ucranianos passou anos caçando russos em trincheiras na Ucrânia. Agora, eles continuam fazendo o mesmo trabalho — mas no deserto africano. Kiev expandiu sua atuação para outros teatros de conflito, capitalizando a expertise duramente conquistada em guerra de drones para forjar novas parcerias antirrussas.
As condições no Mali são extenuantes, mas os operadores mantêm a rotina de combate. A poeira e a areia, no entanto, exigem cuidados redobrados com os equipamentos.
Expansão para a Líbia
Além do Mali, Kiev também expandiu suas operações para a Líbia. Soldados e oficiais ucranianos ouvidos pela CNN confirmaram a presença no país norte-africano. A estratégia é clara: atingir a Rússia em múltiplas frentes.
Os especialistas ucranianos no Mali auxiliam rebeldes que enfrentam tropas russas do Africa Corps, que incorporou o que restava do Wagner. A parceria inclui apoio, treinamento e assistência operacional; os ucranianos não estão diretamente envolvidos nos combates na linha de frente.
As revelações da CNN mostram que a guerra entre Ucrânia e Rússia já ultrapassou as fronteiras europeias. O deserto do Sahel se tornou mais um campo de batalha onde os dois países medem forças — com drones, expertise e determinação.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Internacional
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