Nordeste lidera em desmatamento proporcional, com 2,32% de seu território afetado em 2026

O Nordeste foi a região que mais sofreu com o desmatamento proporcional no Brasil em 2026, com 2,32% de seu território afetado. Esse número supera a média nacional, que é de 1,28%. Os dados fazem parte do relatório 2026 do Observatório Brasileiro das Desigualdades, elaborado pelo DIEESE e divulgado pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades.
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A área total desmatada na região equivale a 469,5 mil hectares em 2025, uma redução em relação aos 568,3 mil hectares registrados em 2024. Apesar dessa diminuição, o Nordeste continua a ser a área com a maior pressão proporcional sobre seu território ao longo do período analisado.
Desmatamento no Brasil
No conjunto do país, o desmatamento caiu para 984,8 mil hectares em 2025, representando uma redução de 20,6% em comparação a 2024 e uma queda de 53,4% se considerado o pico de 2,1 milhões de hectares registrado em 2022. Entre os anos de 2019 e 2025, aproximadamente 10,9 milhões de hectares foram desmatados no Brasil.
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Norte e Nordeste são responsáveis pela maior parte do desmatamento nacional e também concentraram as reduções mais significativas. No Norte, a área desmatada caiu de 470,9 mil hectares em 2024 para 323,7 mil hectares em 2025. Mesmo com essa queda expressiva no volume total, o Nordeste manteve sua posição alarmante no indicador.
Avanços e desafios na preservação ambiental
Nove unidades federativas registraram uma queda no desmatamento em comparação com o ano anterior: Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Amapá, Santa Catarina, Mato Grosso, Minas Gerais e Piauí. Essa redução representa um dos indicadores ambientais que melhoraram segundo o levantamento.
Em relação às emissões de gases de efeito estufa resultantes das mudanças no uso da terra e das florestas, houve uma diminuição significativa de 32,5% em 2024. O relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades chegou à sua quarta edição; a primeira foi lançada em agosto de 2023 como parte da iniciativa do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades para monitorar as evoluções nesse campo social.
A importância do monitoramento contínuo
A persistência do desmatamento no Nordeste evidencia a necessidade urgente de políticas eficazes para proteger o meio ambiente da região. As informações coletadas ressaltam a importância do monitoramento contínuo e da implementação de estratégias que busquem não só reduzir os índices atuais mas também promover a recuperação ambiental.
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Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



