Amazônia registra redução de 36% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026

A Amazônia apresentou uma redução significativa de 36,05% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, totalizando 2.874,38 km². O dado foi anunciado nesta sexta – feira (7) durante uma coletiva de imprensa em São José dos Campos (SP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice – presidente Geraldo Alckmin.
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Os números foram obtidos por meio do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real). Embora ainda faltem os dados do PRODES (Programa de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite), esse resultado já demonstra um avanço em relação à média dos últimos dez ciclos, destacando – se como uma potencial conquista histórica para o país se confirmada.
Impacto das políticas ambientais
Se os dados consolidados do PRODES confirmarem a tendência observada pelos alertas do DETER, o Brasil poderá alcançar a menor taxa de desmatamento desde 1998. Esse resultado evidencia que o país dispõe de ferramentas eficazes para conter a destruição da floresta, tornando a meta do Desmatamento Zero uma realidade viável.
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Em âmbito internacional, essa redução reforça a posição do Brasil como líder na agenda global de proteção das florestas, desde que o país mantenha suas iniciativas e compromissos ambientais. Ana Clis Ferreira, porta – voz de Florestas do Greenpeace Brasil, comentou sobre a importância desse avanço significativo.
Nos estados da Amazônia, os maiores índices de desmatamento foram registrados no Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²) e Amazonas (433,9 km²). Os dados indicam que o esforço contínuo para controlar e monitorar as práticas agrícolas e madeireiras está gerando resultados positivos.
Desafios e considerações futuras
André Guimarães, membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e diretor – executivo do IPAM, ressaltou que os números apresentados pelo Inpe são um sinal positivo. A redução nos alertas na Amazônia representa o menor nível registrado na série histórica.
No entanto, ele destacou a necessidade de um estudo mais aprofundado sobre a dinâmica das florestas secundárias em regeneração, que são essenciais para o estoque de carbono e a conectividade das paisagens.
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A comparação com o ano anterior revela reduções significativas nos estados: Pará com queda de 25,5%, Amazonas com 46,7%, Acre com 35,3% e Rondônia com 41,2%. Em contrapartida, Roraima registrou um aumento alarmante de 32,5% nos alertas. No Cerrado também houve uma queda de 7,8%, com 5.119,46 km² sob alerta no mesmo período.
No Maranhão foram identificados 1.276,92 km² em situação crítica. O cenário atual demanda atenção contínua para garantir que esses avanços não sejam apenas pontuais e que as políticas implementadas se consolidem ao longo do tempo.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



